domingo, 8 de janeiro de 2012

DANIEL PIZA

O Estado de S.Paulo
12.4.2000
Craque histórico
"A grande maioria dos comentaristas brasileiros, que acompanha mal o futebol na Europa, para não falar da comédia de erros e berros que são as transmissões da TV local, usa para Ronaldo três adjetivos: eficiente, veloz e sortudo. Jamais reconhecem que ele é mais que isso, que é um craque histórico. Ainda bem que a história não depende deles para ser escrita."

23.7.2000
Euclides e o jornalismo
"Os Sertões é antes de mais nada uma obra de um jornalista, o maior feito jornalístico das letras brasileiras ou, o que dá na mesma, o maior feito literário do jornalismo brasileiro. Como tal, deveria ser estudado nas escolas de jornalismo, se os jovens não fugissem de suas dificuldades retóricas como quem foge de um tiroteio."

4.5.2003
Brasileiros
"Uma coisa cada vez mais comum em São Paulo é esse tal insulfilm, uma película que escurece os vidros do carro. Não vou entrar na questão da necessidade. Mas que é uma boa metáfora do ponto a que a situação chegou, é. O brasileiro não consegue enxergar o Brasil a não ser por meio de um filtro protetor, através do qual só se quer ver o necessário."

19.9.2004
Riscos do nacionalismo
"Às vezes me perguntam por que mantenho uma seção chamada Por que não me ufano, que alguns parecem entender como 'Por que odeio meu país'. Não odeio, não. Sou muito interessado pela cultura brasileira e me dedico a estudá-la. Nesse vasto território, me sinto sempre ‘em casa’. Mas considere: o país é também campeão do mundo em injustiça social, e acho indispensável reservar um espaço para apontar sistematicamente essas tantas mazelas e imaturidades."

14.8.2005
Caro presidente Lula
"O sr. diz que ninguém tem autoridade para discutir ética com o sr. Lamento, mas é o sr. que não tem autoridade para definir quem pode discutir ética com o sr. Essa é uma lição da própria ética. As condutas morais numa República são estabelecidas por um indivíduo, grupo ou sociedade, não por um sujeito sentado ao trono do poder."

9.10.2005
Ideias em desuso
"No Brasil acham que ser liberal é ser contra a existência de estatais, mas não era nada disso: o conceito embutido na expressão é o de que você deve procurar individualmente sua formação intelectual e não esperar que professores ou padres lhe digam o que pensar. Ao mesmo tempo, educar-se é entrar em contato com a tradição. Você só vai ter ideias independentes se antes conhecer as boas ideias alheias. E essa ideia, a da formação cultural, é uma que merece resgate urgente."

17.12.2006
A permanência da leitura
"O que esses chatos que vivem dizendo que os livros e os jornais vão desaparecer não conseguem abolir é o poder transformador da leitura. Meu primeiro texto em jornal foi uma resenha de livro e espero que meu último venha a ser também. Não que os livros sejam mais importantes que a música, as exposições e os filmes, mas o fato é que toda semana há um livro para ler e, acima disso, a leitura perpassa tudo, a começar pela absorção das outras artes."

2.3.2008
Voz própria
"O que mais se vê na literatura brasileira é o escritor que tenta ser outro escritor. Basta ler algumas páginas e você logo identifica: eis um sub-Rosa, eis uma sub-Clarice, eis um sub-Fonseca. Sofrer influência é uma coisa, não ter voz própria é outra. O bom autor tem muitos pais e não é submisso a nenhum."

21.12.2011
Jogo bonito
"Fico à vontade para criticar o futebol brasileiro dos últimos cinco ou seis anos porque, enquanto todos chamavam a geração de Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos e Cafu de 'estrangeiros' e 'mercenários', eu os defendia como herdeiros de um estilo que combina refinamento e eficiência. Agora é preciso pensar diferente para jogar diferente. Ou melhor, para voltar aos bons tempos do ‘jogo bonito’."





quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

LEGISLAÇÃO SOBRE FOGOS DE ARTIFÍCIO NO BRASIL

LEGISLAÇÃO SOBRE FOGOS DE ARTIFÍCIO NO BRASIL
Li estes dias, a matéria que circulou na Internet sobre a tentativa do Partido Animal da Itália limitar o uso de fogos de artifício. Eis a matéria:
Governo da Itália proíbe uso de fogos de artifício e pede cuidado na abertura de prosecco
Li, também, sobre uma pessoa do nosso meio fazendo uma petição ao "Congresso Nacional" protestando contra o uso de fogos de artifício e criando até uma pagina no facebook sobre o assunto.

E como sempre falo aqui, as pessoas tem que ter cuidado quando se propõem a falar sobre um assunto que desconhece. Sempre tive a humildade de pensar: será que alguém descobriu a roda antes de mim? Na maioria das vezes, a resposta é sim.

Quando lancei a campanha "Bicharada, passa p´ra dentro" há 17 anos atrás, visava proteger os animais deste terror que lhes é imposto não só no revéillon como durante os jogos de futebol. Mas,com o decorrer do tempo, questionei se haveria alguma legislação na qual pudéssemos nos basear para impedir a soltura. Caí na pesquisa e descobri muita coisa com a qual se poderia, tranquilamente, proibir a soltura de fogos em qualquer lugar do nosso país.

Acontece gente, que "Fogos e explosivos - A fabricação e a venda de fogos de artifício e pirotécnicos são disciplinadas pelo Exército Brasileiro, por meio do Regulamento para Fiscalização de Produtos Controlados (R-105), aprovado pelo Decreto 3.665, de 20 de novembro de 2000. Segundo informou a assessoria de imprensa do Exército, devem ser publicadas novas portarias para proibir o comércio varejista de fogos "profissionais", utilizados em espetáculos pirotécnicos, para um maior controle técnico das características desses artefatos. De acordo com a norma, os fogos de artifício são classificados em A, B, C, e D, conforme o poder de queima e explosão. As classes C e D só podem ser vendidas para maiores de 18 anos e esta última só é permitida para peritos, mediante autorização para queima. Denúncias de venda ou uso irregular de fogos devem ser dirigidas às autoridades policiais. O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) proíbe a venda, a criança ou a adolescente, de armas, munições e explosivos e fogos de estampido e de artifício, exceto os que, pelo seu reduzido potencial, sejam incapazes de provocar dano físico em caso de utilização indevida. A pena para quem descumprir a lei é de detenção de seis meses a dois anos, e multa (artigos 81, 242 e 244). Pelo Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40), a pena por expor a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem mediante explosão, arremesso ou simples colocação de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos, é de reclusão de três a seis anos,além de multa."

Mas, a minha maior surpresa é que nem as autoridades conheciam as leis que regulam o assunto. Ninguém sabia que o Exército é que manda no pedaço. Tentei divulgá-las na imprensa e junto às autoridades, mas, a coisa é difícil neste país.

Aliás, quando comecei a falar sobre o tema em 1996, nem veterinários se ligavam no problema dos efeitos dos fogos na fauna. Cheguei a fazer a campanha em parceria com o Corpo de Bombeiros do RJ, com a Anclivepa e até com ONG´s parceiras por todo território nacional.

Bem, estou publicando a pequena pesquisa do que achei e que me fez ficar satisfeita ao saber que, basta a sociedade civil exigir que as autoridades cumpram as leis que regem nosso país. O resto é moleza!!!!! Cliquem para ler:


- PESQUISA SOBRE CONTROLE DE FOGOS DE ARTIFÍCIO E LEGISLAÇÃO - tá meia confusa porque não tenho tempo par arrumar direitinho, mas, dá para ler tudo, se tiverem interesse

- RESUMO DAS LEIS NO ESTADO DO RJ - aqui está mais arrumadinho...

Temos muito material em nosso arquivo a respeito do assunto e destaquei estes dois só para provar que basta querer e poder:

- Prefeito José Fogaça proibe a soltura de fogos em respeito a fauna - POA - 2008

- UIPA faz representação contra soltura de fogos na Paulista - SP - 2004 (foi feito para o Ibirapuera, também)

Aproveitando a oportunidade, queria dizer que não me incomodo de jeito e maneira com o uso do conteúdo informativo da campanha "Bicharada, passa p´ra dentro". Só acho que, por direito, ninguém deveria usá-la sem dar o devido crédito. Caramba, neguinho nem muda as palavras... copia simplesmente... com certeza não sabe o preço e tempo usado na composição do material, certo?

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Crime contra animal

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Hino Nacional Brasileiro

By Érico
Está certo bater palmas após o término da execução do Hino Nacional Brasileiro? Existe posição correta para acompanhar a execução? Existem regras para cantar o Hino Nacional Brasileiro?


Poucas pessoas sabem que para cantá-lo é preciso seguir um regulamento.


Todos os brasileiros alfabetizados já aprenderam, em algum momento de suas vidas escolares quais são essas regras, mas poucos se lembram delas na hora de cantar o Hino Nacional.






Todos os eventos de colação de grau, de todas as escolas, sempre têm início com a execução do Hino Nacional Brasileiro. Após ter participado de algumas formaturas e observado o comportamento das pessoas durante a execução do Hino, resolvi fazer um artigo para falar sobre essas regras tão desprezadas por nós brasileiros.






O Hino Nacional é um dos quatro símbolos nacionais, os outros são a Bandeira Nacional, as Armas Nacionais e o Selo Nacional.


Todos os quatro símbolos nacionais estão devidamente regulamentados pela Lei 5700 de 1 de setembro de 1971 e suas modificações posteriores.


Nessa postagem, vou comentar somente as disposições legais sobre o Hino Nacional.






Para começar é preciso saber que o Hino Nacional deve ser cantado com respeito.


Se um povo não respeita seus próprios símbolos, quem respeitará esse povo?


Para cantá-lo devemos nos posicionar virados de frente para a bandeira Nacional, de pé e com as mãos em uma das seguintes posições (para os civis):


1. Com a mão direita sobre o peito e braço esquerdo ao longo do corpo,


2. Com ambos os braços ao longo do corpo,


3. Com os braços para trás, uma mão sobre a outra,


4. Com os braços à frente, esticados junto ao corpo, uma mão sobre a outra,


5. Com o braço direito esticado e erguido na altura dos ombros com a mão voltada para a Bandeira Nacional.


Há ainda outra posição, mas essa é dirigida aos militares, que devem ficar em continência.






O Hino Nacional deve ser cantado todo, ou seja, as duas partes do poema. Quando ele for executado instrumentalmente, poderá ser tocado apenas uma vez, sem repetição.


A lei 5700 em seu artigo 24 prescreve expressamente os tipos de arranjos (vocal ou instrumental) que devem ser seguidos. Entretanto, ao arrepio da lei, já nos cansamos de ver e ouvir execuções ridículas, caricatas e desrespeitosas feitas por cantores populares que modificam inclusive as estruturas melódicas e harmônicas ditadas pela legislação.






Após terminar de cantar, não se deve bater palmas, embora não haja proibição explícita, apenas um impedimento implícito (e até discutível) no Parágrafo único do Artigo 30 da Lei 5700. Além do mais, se o Hino Nacional representa o próprio povo, as pessoas estariam aplaudindo a si mesmas.






A Lei 5700 diz que é obrigatório o ensino do canto e da interpretação do Hino Nacional em todos os estabelecimentos de ensino público ou privado e que é preciso cantá-lo uma vez por semana (Artigo 39, parágrafo único).


É sempre bom lembrar que há previsão de multa para a violação das disposições da Lei 5700.






Embora a letra do Hino Nacional seja de difícil interpretação para a maioria de nós brasileiros, não se pode negar sua beleza. Para quem quiser aprendê-la, segue abaixo sua transcrição integral:






Letra: Joaquim Osório Duque Estrada


Música: Francisco Manuel da Silva






Parte I


Ouviram do Ipiranga as margens plácidas


De um povo heróico o brado retumbante,


E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,


Brilhou no céu da pátria nesse instante.


Se o penhor dessa igualdade


Conseguimos conquistar com braço forte,


Em teu seio, ó liberdade,


Desafia o nosso peito a própria morte!


Ó Pátria amada,


Idolatrada,


Salve! Salve!


Brasil, um sonho intenso, um raio vívido


De amor e de esperança à terra desce,


Se em teu formoso céu, risonho e límpido,


A imagem do Cruzeiro resplandece.


Gigante pela própria natureza,


És belo, és forte, impávido colosso,


E o teu futuro espelha essa grandeza.


Terra adorada


Entre outras mil,


És tu, Brasil,


Ó Pátria amada!


Dos filhos deste solo és mãe gentil


Pátria amada,


Brasil ! Parte II


Deitado eternamente em berço esplêndido,


Ao som do mar e à luz do céu profundo,


Fulguras, ó Brasil, florão da América,


Iluminado ao sol do Novo Mundo!


Do que a terra, mais garrida,


Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;


"Nossos bosques têm mais vida",


"Nossa vida" no teu seio "mais amores."


Ó Pátria amada,


Idolatrada


Salve! Salve!


Brasil, de amor eterno seja símbolo


O lábaro que ostentas estrelado,


E diga o verde-louro dessa flâmula -


"Paz no futuro e glória no passado."


Mas, se ergues da justiça a clava forte,


Verás que um filho teu não foge à luta,


Nem teme, quem te adora, a própria morte.


Terra adorada


Entre outras mil,


És tu, Brasil,


Ó Pátria amada!


Dos filhos deste solo és mãe gentil


Pátria amada, Brasil !

sábado, 31 de dezembro de 2011

EM PAÍSES DA EUROPA SÓ É PERMITIDO SOLTAR FOGOS EM ÁREAS PREVIAMENTE ESTABELECIDAS PARA NÃO PREJUDICAR A FAUNA.

Cuidados com Fogos de Artifício


Os fogos são responsáveis por acidentes dos mais variados tipos, principalmente com cães.






Natal, Ano Novo, Copa do Mundo, finais de campeonatos de futebol são ocasiões em que mais animais se perdem de seus donos.






Os animais se assustam facilmente com o barulhos dos fogos e rojões. O pânico desorienta o animal, que tende a correr desesperado e sem destino. Muitos animais podem sofrer paradas cardiorrespiratórias, convulsões e ter diversos problemas que podem os levar à morte.






Para evitar tudo isso, garanta condições mínimas de segurança e evite ambientes conturbados e barulhentos. Tranqüilize seu bichinho, transmitindo a sensação de que tudo está bem e sob controle.






Lembre-se que, se o seu bichinho conseguir fugir, por desespero, ele irá correr por vários e vários quilômetros. É MUITO IMPORTANTE deixar o animal com uma coleira com um telefone de contato. Se alguém conseguir resgatar seu bichinho, você poderá ser contatado. Utilize uma plaqueta de metal ou de plástico, com uma escrita que não saia se molhar. Etiquetas de papel escritas à caneta além de rasgar com facilidade ficam ilegíveis quando molhadas.






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Os Perigos e Principais Consequências dos Fogos


Fugas, perdidos eles podem ser atropelados ou mesmo provocar acidentes.






Mortes, enforcando-se na própria coleira quando não conseguem rompê-la para fugir, ou mesmo ao tentarem passar por vãos pequenos. atirando-se de janelas, atravessando portas de vidro, batendo a cabeça contra paredes ou grades.






Ferimentos, quando atingido ou quando abocanham rojão achando que é algum objeto para brincar.






Traumas Emocionais, resultando na mudanças de temperamento para agressividade.






Ataques contra os próprios donos e outras pessoas.






Brigas com outros animais com os quais convivem inclusive.






Mutilações, no desespero de fugir atravessando grades e portões.






Convulsões (ataques epileptiformes).






Morte e alteração do ciclo reprodutor dos animais da fauna silvestre.






Afogamento em piscinas.






Quedas de andares e alturas superiores.






Aprisionamento indesejado em lugares de difícil acesso na tentativa de se protegerem.






Paradas cardiorrespiratórias etc..






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Recomendações


Acomode os animais dentro de casa, em lugar onde possam se sentir em segurança, com iluminação suave e se possível um radio ligado com música.






Fechar portas e janelas para evitar fugas e acidentes fatais.






Para abafar o som, coloque cobertores pesados ou mesmo um colchão tampando a janela. Pode forrar o chão com cobertor e cobrir o bichinho com um edredom.






Forneça alimentos leves, pois distúrbios digestivos provocados pelo pânico podem matar (torção de estômago, por exemplo).






Procure um veterinário para sedar os animais no caso de não poder colocá-los para dentro de casa. Animais acorrentados acabam se enforcando em função do pânico.






Alguns veterinários aconselham o uso de tampões de algodão nos ouvidos que podem ser colocados minutos antes e tirados logo após os fogos.






Observações Cães


Não deixe muitos cães juntos, pois, excitados pelo barulho, brigam até a morte. Tente deixá-los em quartos separados.






Antes da queima de fogos, leve seu animal para perto da tv ou de um aparelho de som e aumente aos poucos o volume de tal forma que ele se distraia e se acostume com um som alto. Assim não ficará tão assustado com o barulho intenso e inesperado dos fogos.






Observações Gatos


Escolha um quarto da casa que tenha uma cama e um armário e prepare para ser o quarto dos gatos no revellion. Feche os gatos neste quarto a partir dos primeiros rojões e deixe-os lá. Deixá-los soltos aumenta o medo, a correria e o desespero, e eles acabam se enfiando em lugares como embaixo da máquina de lavar e da geladeira;






Para quem mora em casa, com gatos que tem acesso à rua, recolha os gatos antes do pôr-do-sol e feche-os da mesma maneira. Na rua é mais perigoso, pois, quando se assustarem, podem se perder. Além disso, podem ser alvo de maus-tratos.






Forme toquinhas para o gato se esconder, pode ser colocando cobertores ou edredon dentro dos armários, embaixo e em cima da cama






Água, comida e caixinha de areia devem ficar distribuídos estrategicamente pelo quarto, sempre encostados na parede, para que não sejam derrubados.






Retire qualquer coisa que possa ser derrubada, quebrada ou derramada.






Observações Aves


Cubra as gaiolas de pássaros e cheque cercados de cabras, galinhas etc.










Florais de Bach (Terapeuta Martha Follain)


Calmantes naturais também apresentam resultado bastante eficiente para os animais que se assustam com os fogos. As essências abaixo, combinadas, funcionam bem tanto para cães quanto para gatos:






rescue + mimulus + aspen + rock rose + cherry plum






Mande fazer em qualquer farmácia de manipulação ou homeopática SEM ÁLCOOL


NEM GLICERINA, e guarde na geladeira (dura todo o vidrinho, apesar de dizerem na farmácia que dura só 2 dias).






Dosagem:


- Para aves pequenas: 2 gotas da fórmula, 4 vezes ao dia, pode ser colocada no bebedouro;


- Para aves médias: 4 gotas da fórmula, 4 vezes ao dia, pode ser colocada no bebedouro;


- Para cães de pequeno e médio porte e gatos: 4 gotas da fórmula, 4 vezes ao dia, diretamente na boquinha;


- Para cães de grande porte e gigantes: 6 gotas, 4 vezes ao dia, diretamente na boquinha de seu amigão;


- Para cavalos ou animais de grande porte: 30 gotas, 4 vezes ao dia, no bebedouro.






Para se ter absoluto sucesso no tratamento, é interessante que se tenha continuidade no mesmo, não esquecendo de ministrar as gotinhas regularmente. Aconselha-se a começar o tratamento, pelo menos, 5 dias antes do natal e estendê-lo até o dia 3 de janeiro, já que algumas pessoas insistem em prolongar a barulheira!






EM PAÍSES DA EUROPA SÓ É PERMITIDO SOLTAR FOGOS EM ÁREAS PREVIAMENTE ESTABELECIDAS PARA NÃO PREJUDICAR A FAUNA.






PREVENIR É O IDEAL, POIS SÃO POUCOS OS VETERINÁRIOS DISPONÍVEIS NO PRIMEIRO DIA DO ANO.






Fontes: Fala Bicho; Renad ; Clarissa Niciporciukas









Veganismo

Veganismo é uma filosofia de vida motivada por convicções éticas com base nos direitos animais, que procura evitar exploração ou abuso dos mesmos, através do boicote a atividades e produtos considerados especistas.

O número de veganos está crescendo. Em 1997, três porcento nos Estados Unidos anunciaram não ter usado nenhum produto de origem animal nos últimos dois anos. Em 2007, dois porcento do Reino Unido se declararam como veganos. [1] O número de restaurantes veganos está crescendo, de acordo com o Oxford Companion to American Food and Drink (2007).[2] Tem sido mostrado que pessoas em dietas que incluem comidas de origem animal tem mais probabilidades de terem Doenças degenerativas, incluindo doenças do coração.[3] A Associação Dietética Americana (The American Dietetic Association) e os Nutricionistas do Canadá (Dietitians of Canada) consideram a dieta vegetariana como apropriada para todos os estágios do ciclo de vida, embora eles ainda alertam que uma dieta vegana mal planejada pode ser deficiente em vitamina B12, ferro, vitamina D, cálcio, iodo, e ácidos graxos ômega 3.[4]

Etimologia

O termo inglês vegan (pronuncia-se vígan) foi criado em 1944, numa reunião organizada por Donald Watson (1910 - 2005) envolvendo 6 pessoas (após desfiliarem-se da The Vegetarian Society por diferenças ideológicas), onde ficou decidido criar uma nova sociedade (The Vegan Society) e adotar um novo termo para definir a si próprios.[5]

Trata-se de uma corruptela da palavra "vegetarian", em que se consideram as 3 primeiras letras e as 2 últimas para formar a palavra vegan.[5]

Em português se consideram as três primeiras e as três últimas letras (vegetariano), na formação do termo vegano (s.m. adepto do veganismo - fem. vegana).

Ideologia

Os veganos boicotam qualquer produto de origem animal (alimentar ou não), além de produtos que tenham sido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufactura.

Para o vegano, animais não existem para os humanos, assim como o negro não existe para o branco nem a mulher para o homem. Cada animal é dono de sua própria vida, tendo assim o direito de não ser tratado como propriedade (enfeite, entretenimento, comida, cobaia, mercadoria, etc). Dessa forma veganos propõem uma analogia entre especismo, racismo, sexismo e outras formas de preconceito e discriminação.

Preferem usar os termos "animais não-humanos" ou "seres sencientes", em vez de "irracionais".

Muito importante diferenciar a ideologia vegana da dieta vegetariana. Veganismo não é dieta, mas sim uma ideologia baseada nos direitos animais, que obviamente pressupõe uma alimentação estritamente vegetariana.

Vestuário, adornos, etc

Artigos em peles, couro, lã, seda, camurça ou outros materiais de origem animal (como adornos de pérolas, plumas, penas, ossos, pêlos, marfim, etc) são preteridos, pois implicam a morte e/ou exploração dos animais que lhes deram origem. Sendo assim, um vegano se veste de tecidos de origem vegetal (algodão, linho, etc) ou sintéticos (poliéster, etc), mantendo o cuidado de não exagerar com consumismos que também, mesmo que indiretamente, geram degradação/negação aos animais.

Alimentação

Excluem da sua dieta carnes, gelatina, lacticínios, ovos, mel[6][7][8] e quaisquer alimentos de origem animal. Consomem basicamente cereais, frutas, legumes, vegetais, hortaliças, algas, cogumelos e qualquer produto, industrializado ou não, desde que não contenha nenhum ingrediente de origem animal.

Medicamentos, cosméticos, higiene e limpeza

Evitam o uso de medicamentos, cosméticos e produtos de higiene e limpeza que tenham sido testados em animais. Não tomam vacinas ou soros, mas podem violar os princípios veganos quando alternativas não estiverem disponíveis, ou em caso de emergência ou urgência. Alguns optam pela fitoterapia, homeopatia ou qualquer tratamento alternativo.

O vegano defende o surgimento de alternativas para experiências laboratoriais, como testes in vitro, cultura de tecidos e modelos computacionais.

São divulgadas entre a comunidade vegana extensas listas de marcas e empresas de cosméticos e produtos de limpeza e higiene pessoal não testados em animais.

Entretenimento

Circos com animais, rodeios, vaquejadas, touradas e jardins zoológicos, também são boicotados pois implicam escravidão, posse, deslocamento do animal de seu habitat natural, privação de seus costumes e comunidades, adestramento forçoso e sofrimento.

Não caçam, não promovem nenhum tipo de pesca, e boicotam qualquer "esporte" que envolva animais não-humanos. Muitos seguem o princípio político da não-violência.

Dia Mundial Vegano

O dia 1 de Novembro é marcado pelo Dia Mundial Vegano ("World Vegan Day", em inglês), que é comemorado desde 1994, quando a Vegan Society da Inglaterra comemorou 50 anos de criação.

Em 2004 o evento marcou o 60º aniversário da sociedade, e o 10º aniversário do feriado.

Documentários

O número de adeptos tem crescido de forma gradual, com o auxílio de documentários que denunciam o especismo e ensinam direitos animais.

Documentários como Meet your Meat ("Conheça sua Carne"), Earthlings ("Terráqueos"), Chew on This ("Pense Nisso") e o pioneiro brasileiro A Carne é Fraca, seguido de Não Matarás, têm causado polêmica e, de uma forma geral, ganhado adeptos em todo o mundo.

Referências

1. ↑ Duda, M.D. and Young, K.C. "Americans' attitudes toward animal rights, animal welfare, and the use of animals," Responsible Management, 1997, cited in McDonald, Barbara. "Once You Know Something, You Can't Not Know It: An Empirical Look at Becoming Vegan", Animals and Society, 8:1, 2000, p. 3.

o Veja também "Vegan Diets Become More Popular, More Mainstream", Associated Press/CBS News, 5 de Janeiro de 2011.

o "Vegetarianism in America", Vegetarian Times, 2008, acessado em 1 de Fevereiro de 2011.

o Sobre o Reino Unido, veja "Would you describe yourself as a vegetarian or vegan?", Survey of Public Attitudes and Behaviours toward the Environment, Department for Environment, Food and Rural Affairs, table 210, question F7, p. 481, accessed February 1, 2011: 81 respondents out of 3,618 said they were vegans.

2. ↑ Berry, Rynn. "Veganism," The Oxford Companion to American Food and Drink. Oxford University Press, 2007, pp. 604–605.

o For the Vegan Society extending its definition in 1951, see Cross, Leslie. "Veganism Defined", The Vegetarian World Forum, volume 5, issue 1, Spring 1951.

3. ↑ Freston, Kathy. Veganist: Lose Weight, Get Healthy, Change the World. Weinstein Publishing, 2011. Ornish conta sobre perca de peso, veja p. 21ff; for Campbell on cancer, heart disease and diabetes, see p. 41ff; for Esselstyn on heart disease, see p. 57ff; for Barnard on diabetes, see p. 73ff; for Greger on factory farming and superbugs, see p. 109ff.

o Segelken, Roger. "China Study II: Switch to Western diet may bring Western-type diseases", Cornell Chronicle, June 28, 2001, accessed September 15, 2006.

o "China-Cornell-Oxford Project On Nutrition, Environment and Health at Cornell University", Division of Nutritional Sciences, Cornell University, accessed February 2, 2011.

o Campbell TC, et al.. (Oct 2002). "Medically supervised water-only fasting in the treatment of borderline hypertension". J Altern Complement Med. 8 (5): 643–50. DOI:10.1089/107555302320825165. PMID 12470446.

o McDougall, J. et al. "Effects of a Very Low-Fat, Vegan Diet in Subjects with Rheumatoid Arthritis", J Altern Complement Med, volume 8, issue 1, February 2002. doi:10.1089/107555302753507195 PMID 11890437

o Esselstyn CB Jr.. (Aug 1999). "Updating a 12-year experience with arrest and reversal therapy for coronary heart disease (an overdue requiem for palliative cardiology)". Am J Cardiol. 84 (3): 339–41. DOI:10.1016/S0002-9149(99)00290-8. PMID 10496449.

o For a paper about the health effects of certain lifestyle changes, including a vegetarian diet, see Ornish D, Brown SE, Scherwitz LW, et al. "Can lifestyle changes reverse coronary heart disease? The Lifestyle Heart Trial", The Lancet, July 1990, 336:8708, pp. 129–133. doi:10.1016/0140-6736(90)91656-U

o Trapp, C.B. and Barnard, N.D. "Usefulness of vegetarian and vegan diets for treating type 2 diabetes", Curr Diab Rep, volume 10, issue 2, April 2010.

4. ↑ Para um resumo, veja "Position of the American Dietetic Association and Dietitians of Canada: vegetarian diets", Canadian Journal of Dietetic Practice and Research. Summer 2003, 64(2):62-81; também disponível em [1], Página visitada em 31 de Janeiro de 2011.

o Para um segundo resumo, veja Key TJ, Appleby PN, Rosell MS. "Health effects of vegetarian and vegan diets", Proceedings of the Nutrition Society, 2006, 65:35-41.

o Para fontes extras, veja:

o Para vitamina B12, Norris, Jack. "Vitamin B12: Are you getting it?", Vegan Outreach, July 26, 2006, Página visitada em 4 de Fevereiro de 2011: "B12 is generally found in all animal foods (except honey). Contrary to rumors, there are no reliable, unfortified plant sources of vitamin B12, including tempeh, seaweeds, and organic produce. The overwhelming consensus in the mainstream nutrition community, as well as among vegan health professionals, is that plant foods do not provide vitamin B12, and fortified foods or supplements are necessary for the optimal health of vegans, and even vegetarians in many cases. Luckily, vitamin B12 is made by bacterial fermentation such that it does not need to be obtained from animal products."

o Para Ferro, "Iron deficiency—adults", Better Health Channel, Government of Victoria, Australia, Página visitada em 4 de Fevereiro de 2011: "High-risk groups such as vegetarians, adolescent girls and women athletes need to eat iron-rich foods each day (combined with foods that are high in vitamin C). ... Vegetarians who exclude all animal products from their diet may need almost twice as much dietary iron each day as non-vegetarians. Sources include dark green leafy vegetables—such as spinach—and raisins, nuts, seeds, beans, peas, and iron-fortified cereals, breads and pastas."

o Para vitamina D, veja "Bones, Vitamin D, and Calcium", Vegan Outreach, January 9, 2007, Página visitada em 4 de Fevereiro de 2011: "If you get exposed to the following amounts of midday sun (10 am to 2 pm), without sunscreen, on a day when sunburn is possible (i.e., not winter or cloudy), then you do not need any dietary vitamin D that day." Em outros dias, tome um suplemento, veja a página para recomendações.

o Para cálcio, veja "Bones, Vitamin D, and Calcium", Vegan Outreach, January 9, 2007, Página visitada em 4 de Fevereiro de 2011: "Based on research showing that vegans who consumed less than 525 mg per day of calcium had higher bone fracture rates than people who consumed more than 525 mg per day (14), vegans should make sure they get a minimum of 525 mg of calcium per day. It would be best to get 700 mg per day for adults, and at least 1,000 mg for people age 13 to 18 when bones are developing. This can most easily be satisfied for most vegans by eating high-calcium greens on a daily basis and drinking a nondairy milk that is fortified with calcium."

o Para vitamina D e cálcio, veja também Appleby, P. et al. "Comparative fracture risk in vegetarians and nonvegetarians in EPIC-Oxford", European Journal of Clinical Nutrition, volume 61, issue 12, February 2007. doi:10.1038/sj.ejcn.1602659

o Para iodo, veja "Iodine", Vegan Outreach, December 26, 2006, Página visitada em 4 de Fevereiro de 2011: "Iodine is needed for healthy thyroid function which regulates metabolism. Both too much and too little iodine can result in abnormal thyroid metabolism. ... Studies have shown that vegans in Europe (where salt is either not iodized or not iodized at high enough levels) who do not supplement (as well as those who oversupplement) have indications of abnormal thyroid function."

o Para ácidos graxos ômega 3, veja "Omega-3 Fatty Acid Recommendations for Vegetarians", Vegan Outreach, Página visitada em 4 de Fevereiro de 2011: "Without diet planning, vegans and vegetarians have low omega-3 intakes and blood levels; and, in some cases, elderly vegans have close to none." Por isso veganos devem tomar suplementos, use óleos com baixo omega-6 como os de olive, abacate, amendoim, ou canola; e consuma 0.5 g de Ácido alfa-linolênico (ALA) diariamente (e.g., 1/4 de colher de chá de óleo de linhaça). Veja a página para mais detalhes.

5. ↑ a b The Vegan Society. History of the Society (em inglês). Página visitada em 6 de Março de 2009.

6. ↑ Noah Lewis. Why Honey is Not Vegan? (em inglês). Página visitada em 25 de julho de 2008.

7. ↑ Vegan Action. FAQ: Is Honey Vegan? (em inglês). Página visitada em 25 de julho de 2008.

8. ↑ AmericanVegan.org. What is Vegan? (em inglês). Página visitada em 25 de julho de 2008.



Dra. Irvênia Prada

Exclusivo: Entrevista de Natal – Dra. Irvênia Prada EXCLUSIVO
A Dra. Irvênia Prada concedeu uma entrevista para o site Alma Animal sobre a espiritualidade dos nossos queridos irmãos. O site Alma Animal gostaria de agradecer imensamente à Irvênia Prada pela atenção, disponibilidade e pelo aprendizado adquirido com a leitura e reflexão dessa entrevista.



Irvênia Prada é professora catedrática e médica veterinária pela Universidade de São Paulo (USP), conhecida mundialmente por suas pesquisas na área de Neuroanatomia Animal, além de respeitada autoridade no que se refere ao estudo da espiritualidade dos animais não-humanos.



Alma Animal: Qual sua visão sobre a eutanásia?



Irvênia Prada: Se em relação ao ser humano temos a referência do que consta no livro “Obreiros da Vida Eterna”, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, jamais encontrei nas obras básicas da codificação espírita, algo paralelo, que nos orientasse quanto às conseqüências da eutanásia nos animais. Assim, em termos práticos e considerando as condições evolutivas de nosso planeta, sempre respondo a esta pergunta, lembrando-me de uma página de Emmanuel intitulada “Quanto Puderes”, também psicografada por Chico Xavier, em que recomenda: “Quanto puderes, não te afaste do lar…Quanto te seja possível, suporta… Quanto estiver ao teu alcance, tolera…”, etc. Então, digo: “Quanto puder, quanto lhe seja possível, quanto estiver ao seu alcance, faça opção pela vida!” Reconheço que existem casos dramáticos, de animais politraumatizados, de câncer em estágio terminal e outros tantos, em que cada um de nós poderá avaliar o “quanto” as condições nos permitem esta ou aquela opção. Em qualquer das situações, entretanto, vamos recorrer à prece solicitando que os amigos espirituais nos ajudem a todos, seres humanos e animais. Jesus sabe de nossas limitações, mas abençoa qualquer esforço que fazemos em favor da vida!



Alma Animal: Considerando a evolução espiritual, como conciliar a convivência entre seres humanos e animais não-humanos visando a alimentação humana (com exceção daqueles criados para a “indústria da morte”)?



Irvênia Prada: O dilema “comer ou não comer carne” demanda uma reflexão ética e doutrinária. O ser humano, em sua trajetória milenar neste planeta, acostumou-se à alimentação carnívora, dadas as condições de busca de sobrevivência em que se encontrava nos primórdios de sua história, sendo este um hábito dos mais arraigados até hoje, em seu comportamento. Enquanto ele mesmo caçava e levava o alimento para a sua família, podemos dizer que existia uma certa harmonia em sua relação com a natureza. Entretanto, a partir da industrialização tanto da criação dos animais, quanto de seu abate, muito sofrimento por parte dos animais, passou a fazer parte desse sistema de alimentação. Atualmente, como refere o mentor Alexandre em Missionários da Luz, de André Luiz, já temos condições de recorrer a outras fontes para nossa alimentação, que não nas “indústrias da morte”. Infelizmente, os animais ainda são vistos como coisas que existem apenas para servir ao ser humano. Entretanto, a Doutrina Espírita nos esclarece, em vários tópicos de suas obras básicas, que os animais são animados por princípios inteligentes em constante processo evolutivo. Portanto, a cada um de nós caberá a escolha recomendada por Alexandre, no sentido de respeitar nos animais sua capacidade de sofrimento e seu direito à própria vida.



Alma Animal: A corrente abolicionista preconiza que os animais não-humanos não devam ser criados para qualquer finalidade de cooperação com o ser humano. Qual é a sua opinião a respeito?



Irvênia Prada: Eu tenho uma séria restrição com essa coisa que inventaram recentemente, de dividir o movimento de proteção e defesa dos animais em bem-estaristas e abolicionistas, pois já somos poucos os participantes dessa causa, e divididos, nos enfraquecemos. Eu considero a visão abolicionista como o ideal a ser atingido, a meta a ser alcançada, e sou concordante com essa postura em relação a situações inadequadas que ainda persistem e que já deviam ter sido eliminadas, como por exemplo a vivissecção de animais para fins de ensino. Entretanto, a conquista desse ideal, dessa meta, corresponde a um processo, e com os resíduos culturais de antropocentrismo que permeiam todos os campos da atividade humana, em relação aos animais, torna-se imperativo que em muitas situações, como é o caso do consumo de carne, trabalhemos para avançar passo a passo no estabelecimento das condições que desejamos para os animais. Na interação comportamental entre seres humanos e animais, aceito que estes possam participar por exemplo como guias para deficientes visuais ou em programas de zooterapia, desde que respeitadas as características de seu repertório comportamental, suas condições de bem-estar e também desde que se estabeleça uma relação afetiva verdadeira entre as pessoas e os animais.



Alma Animal: Qual sua visão sobre alma-grupo?



Irvênia Prada: Eu jamais encontrei nas obras básicas da codificação espírita, qualquer referência ao conceito de alma-grupo. Parece que este termo foi introduzido no meio espírita, por pessoas egressas da Teosofia. Portanto, não aceito a utilização desse conceito em se tratando de Espiritismo. Para André Luiz, em Evolução em dois Mundos, cada célula já representa um princípio inteligente na vivência de sua trajetória evolutiva. Hoje, o que podemos levar em conta é a hipótese formulada pelo biólogo britânico Rupert Sheldrake, de que os seres vivos possuem uma matriz energética de seu corpo físico, que ele refere como “campo mórfico”, sendo que os campos mórficos dos indivíduos de um mesmo grupo emitem ressonância de uns para os outros, por meio da qual é possível a troca de informações entre esses indivíduos. Nessa concepção de Sheldrake, que considero bastante razoável e concordante com a visão espírita, cada indivíduo tem sua própria individualidade, mas mantem canais de comunicação através da ressonância de seus corpos mórficos.



Alma Animal: Da literatura espírita, constam inúmeras evidências que levam a pensar que o vegetarianismo é fundamental no processo da evolução espiritual. Entretanto, tem-se a impressão que grande parte dos espíritas é onívora. Comomudar esta realidade?



Irvênia Prada: Mudar é muito difícil, pois até as mudanças para melhor nos incomodam, como seria o caso de se abandonar o consumo de carne. É verdade que a maior parte dos espíritas ainda mantem esse hábito, alimentando-se da carne dos animais. Para muitas coisas, vivemos em um “vácuo ético”, como já disse alguém, ou seja, não refletimos profundamente a respeito das características do contexto de determinada situação. Conforme já referi, nossa cultura é fortemente impregnada por um modelo antropocêntrico, que objetiva unicamente o bem-estar do ser humano e tem os animais como “coisas” utilizáveis e descartáveis. Também como já disse alguém, se os matadouros tivessem paredes de vidro, ninguém mais comeria carne, pois o que se passa lá dentro é realmente chocante. Então, penso que as mudanças irão ocorrer quando cada pessoa, individualmente, desejar conhecer a verdadeira natureza dos animais, que são seres com capacidade de sofrimento e têm direito natural à própria vida. Compaixão e misericórdia terão de aflorar no coração de todos nós, que apenas pertencemos a este mundo, não somos donos dele! Também penso que adotar o vegetarianismo só para se progredir espiritualmente, não resolve. O despertar espiritual para o entendimento da questão (matar os animais e comer suas carnes) é que deverá motivar as pessoas para poupar a vida e o sofrimento dos animais. Sobre este assunto, recomendo fortemente a leitura de “Missionários da Luz”, de André Luiz, cap. 4, que contem as sábias orientações do mentor Alexandre a respeito.



Gatos: preconceito ou resquícios do passado?

Gatos: preconceito ou resquícios do passado?O preconceito com os gatos ocorre desde a antiguidade até os dias de hoje. Existem diversos mitos sobre os gatos, que são traiçoeiros, não gostam do dono, dão azar, entre outros. Porém, não devemos esquecer que o gato é totalmente diferente do cachorro, é um animal bastante independente, talvez seja por isso que o gato manifesta tantas aversões para uns e amores para outros.



No Egito, os gatos eram considerados sagrados, pois estavam associados a deusa Bastet, que era representada por um corpo de mulher e cabeça de gato; maltratar ou matar um gato era proibido (UOL Educação). Quem matasse ou maltratasse um gato recebia pena de morte. Quando um gato da família morria, o mesmo era embalsamado. Os antigos egípcios foram os primeiros a utilizar o gato para combater os ratos que atacavam os grãos armazenados.



Entretanto, o gato com seus olhos expressivos e seu comportamento independente sempre foi foco de superstições e mitos, principalmente os gatos pretos que “foram perseguidos por supostas ligações com o demônio, originando a crença, na Inglaterra, de que um gato preto atravessando o caminho é sinal de boa sorte. Boa sorte porque ele se foi e deixou de fazer-nos mal. Entretanto, na América, a crença inverteu-se, passando o gato preto a representar perigo” (Porto, citado por Rocca, 2007).



Os gatos também sempre estiveram envolvidos em histórias de bruxarias e perseguições.



“A ligação dos gatos com os cultos pagãos, desencadeou uma campanha da Igreja Católica contra eles. Nos mitos escandinavos, que originaram muitas das crenças pagãs, a carruagem de Freyja , deusa do amor e da cura, era puxada por gatos. A deusa guardava em seu jardim as maçãs com as quais se alimentavam os deuses no Valhalla, e sua iconografia é representada por gatos puxando sua carruagem, acabando por haver a associação entre o animal e a própria divindade. O culto a Freyja foi considerado heresia e os membros desta seita severamente punidos com tortura e morte. Como os gatos faziam parte do culto, foram acusados de serem demoníacos, principalmente os pretos” (Follain).



Mitos sobre gatos existem vários, independentemente de serem pretos ou não. É muito comum ouvirmos falar que gatos são traiçoeiros, só gostam da casa, e não do dono, que cães não se dão bem gatos, que gato tem asma, entre outros.



Sendo assim, acredito que vale a pena discutir alguns pontos como a questão de serem traiçoeiros, como muitos consideram. Em primeiro lugar, não podemos esquecer que o gato é diferente do cachorro, gatos são mais independentes, possuem hábitos noturnos e vários outros comportamentos. Brincando com um gato podemos observar que ele fica com a barriga para cima para brincar, sendo assim como podemos considerar que são traiçoeiros? Nessa posição eles estão totalmente rendidos às brincadeiras e não em posição de ataque. Outro ponto é que gatos são territorialistas, e isso não significa que não gostem de seus tutores, o que acontece é que comportamentalmente, precisam marcar território num espaço, e se o mesmo mudar de casa, a mesma situação irá acontecer pois eles querem encontrar um canto para eles.



Gatos também sentem saudades de seus donos e podem até ficar depressivos na falta deles. São animais que expressam o seu sentimento de um modo diferente, mas isso é apenas uma questão comportamental. Do mesmo modo que não somos todos iguais, cada um tem seu comportamento, por que o gato não pode ter esse privilégio também?



Como podemos perceber, existem várias histórias sobre os gatos. O que vale ressaltar é que são animais não-humanos assim como os outros, independentemente das histórias, não devemos esquecer que são nossos irmãos menores e que estão aqui num processo de evolução igual a nós, possuem uma alma, sentem dor, sentem fome e medo.



Com tantas perseguições que os gatos sofreram e ainda sofrem, acabo achando normal certos gatos serem ariscos, talvez estejam tentando, mesmo sem saber, fugir do preconceito.



Abraços,



Aline



Referências Bibliográficas

[Uol Educação]. Verdades e mentiras sobre a civilização multimilenar. Disponível em o http://educacao.uol.com.br/historia/egito-antigo-verdades-e-mentiras-sobre-a-civilizacao-multimilenar.jhtm. Acesso em 01/11/2011.

FOLLAIN, M. [GREEPET]. Os gatos na idade média. Disponível em http://www.greepet.vet.br/idademedia.php. Acesso em 03/11/2011.

ROCCA, y. Deixe um gato supreender você. Instinto Editorial, 1 º edição, 2007.



sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal 2011

Algumas décadas passadas, no dia 24 de dezembro, a partir das sete horas da noite, a casa dos meus pais estava em alvoroço.

Os preparativos, travessas, panelas, tigelas, parecia que a casa tinha se transformado em um restaurante. A geladeira estava abarrotada. Não cabia mais nada.

A minha atenção estava dirigida aos pacotes que ficavam em cima de um armário entalhado, à altura dos olhos. Dali a pouco eu deveria tomar um banho, colocar roupas chamadas de passeio e ir à missa de Natal.

O entra e sai de parentes, uns da própria cidade, outros de terras distantes. Parentes hospedados em casa recebiam a visita de outros parentes.

Os pacotes caprichosamente arrumados já estavam com o nome dos seus ganhadores. De forma discreta procurava meu nome, tentava imaginar o seu conteúdo.

Talvez porque naquele tempo a televisão fosse apenas um acessório a mais em casa, não se falava muito em Papai Noel.

Era a noite do nascimento de Jesus Menino em uma manjedoura.

Com isso desde criança eu já sabia que Papai Noel era uma lenda, jamais imaginei encontrar cara a cara com o “Bom Velhinho”. Eu sabia que a origem dos presentes que eu ganharia era do bolso de alguém.

Nunca, jamais, dê para uma criança, roupas. Criança só considera presente se for brinquedo!

Em minha contabilidade imaginária, ganhar roupa era como perder um porta-aviões em um jogo de Batalha Naval: frustrante. Teria que esperar mais um ano para quem sabe ganhar daquela determinada pessoa um brinquedo!

Hoje, já quase na terceira idade, vou arriscar acreditar em Papai Noel, e pedir a ele que você ganhe na Mega Sena da Virada, que aquela viagem dos seus sonhos se realize, se casado for, que a sua esposa o ache idêntico ao Tom Cruise, se for casada, que seu marido comece a perguntar se aquela famosa e linda estrela da televisão não é sua prima em segundo grau, são tão parecidas!



A Deus, no dia em que se comemora o nascimento do seu filho Jesus Cristo, com a convicção de Sua existência e poder, peço que lhe dê muita saúde, paz e que a sua Mão Divina o proteja e a seus entes queridos.

Feliz Natal!

São os votos de João Umberto Nassif

domingo, 12 de junho de 2011

FLAGRANTE DE RUA


domingo, 5 de junho de 2011

MEC gasta R$ 13 mi em materiais com erros

MEC gasta R$ 13 mi em materiais com erros
4 de junho de 2011
AE – Agência Estado
O Ministério da Educação pagou R$ 13,6 milhões para ensinar que 10 – 7 = 4 a alunos de escolas públicas da zona rural do País. No segundo semestre do ano passado foram distribuídas com erros graves 200 mil unidades da coleção Escola Ativa, destinada às classes que reúnem alunos de várias séries diferentes.
Ao todo, foram impressos 7 milhões de livros – cada coleção Escola Ativa contém 35 volumes. Os erros foram detectados no início do ano, e um grupo de especialistas contratados pelo ministério julgou que eles eram tão graves, tão grosseiros e tão numerosos que não bastava divulgar uma errata à coleção.
Os livros com erros foram distribuídos a 39.732 classes multisseriadas da zona rural, presentes em 3.109 municípios de todos os Estados do País. Segundo publicação do MEC, essas classes atendem 1,3 milhão de alunos.
Provocado pelo Grupo Estado, o ministro da Educação, Fernando Haddad, pediu à Controladoria-Geral da República (CGU) a abertura de sindicância para apurar o tamanho do prejuízo e os responsáveis por ele. Ao mesmo tempo, mandou uma carta aos coordenadores de escolas da zona rural recomendando que os livros da coleção Escola Ativa não sejam usados em sala de aula. A coleção foi retirada do ar na internet.
“O número de erros é razoável, isso não se resolve com errata”, disse Haddad ontem. A reportagem buscava informações do MEC sobre o destino da coleção desde segunda-feira. O MEC informou não ter toda a coleção disponível para a consulta em Brasília. Mas, entre os exemplos que condenaram a edição, os erros de matemática são os mais notáveis. Na página 29 do guia 4 de matemática, a Escola Ativa convida os alunos a fazer descobertas com números, na companhia dos personagens Joana e Pedro. A página apresenta uma tabela que mostra 10 – 7 = 4.
A Controladoria-Geral da República deve abrir sindicância nesta segunda-feira para investigar o caso. O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC à época da contratação era André Lázaro, atual secretário executivo da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Na segunda-feira ele disse que a coleção ficara indisponível “para pequenas correções”. Ontem, Lázaro pediu demissão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


MEC reconhece erros em livro didático

MEC reconhece erros em livro didático
4 de junho de 2011 JT
O Ministério da Educação (MEC) e a Controladoria-Geral da União (CGU) vão abrir uma investigação formal para identificar os responsáveis pela envio do material didático destinado à educação no campo que ensina que dez menos sete é igual a quatro. Os livros foram impressos e distribuídos a alunos de escolas multisseriadas, ou seja, de séries diferentes, de escolas públicas da zona rural do país. A portaria será publicada na segunda-feira (6), no Diário Oficial da União.
Em comunicado oficial, o MEC reconhece que “erros de diagramação, editoração e revisão” foram constatados em fevereiro, por especialistas contratados pelo órgão. Com isso, “os professores de educação no campo foram orientados, então, a utilizar somente livros didáticos em suas aulas”.
No entanto, a suspensão do uso do material didático só ocorreu quinta-feira (2), pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, após denúncia do jornal O Estado de S.Paulo, que publicou nessa sexta-feira (3) que foram gastos R$ 13,4milhões na impressão do material didático com conteúdo errado. Os livros foram distribuídos para cerca de 40 mil classes, que atendem 1,3 milhão de alunos.
No segundo semestre do ano passado foram encontrados erros graves em 200 mil exemplares da coleção Escola Ativa. No total, foram impressos 7 milhões de livros da coleção. A nota oficial minimiza o erro ao afirmar que “o programa Escola Ativa atinge a menos de 1% dos estudantes de escolas públicas de educação básica em todo o país”.
Para analisar o material, o MEC contratou uma comissão de professores universitários que “chegaram à conclusão de que uma nova versão do material de apoio do programa Escola Ativa só poderá ser reutilizada depois de uma discussão com os coordenadores do programa, no próprio MEC”.
Não existe previsão de quando a investigação deve ser concluída, o prazo normal varia entre 30 dias, além de prorrogação pelo mesmo período.



domingo, 22 de maio de 2011

A princesa que tomava ônibus

Pompa, recordações, lençóis sem ruga e mesóclises na despedida da matriarca da coroa brasileira

21 de maio de 2011
CHRISTIAN CARVALHO CRUZ/ O Estado de São Paulo
Arquivo pessoal de Dionatan da Silveira Cunha
As bodas com D. Pedro Henrique, no castelo da família dela, na Alemanha

Na quinta-feira, ao sair bem cedo de sua residência no Pacaembu, em São Paulo, D. Bertrand Januário Maria José Pio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança, caso se dispusesse a dar uma respirada mais audaz, breve que fosse, sentiria aquele cheiro azedo de amônia a lhe conspurcar as narinas. Mas ele tinha mais o que fazer. Dois pares de horas depois, como chefe interino da Casa Imperial do Brasil, foi recebido com pompa na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no centro do Rio de Janeiro. Adentrou a nave escoltado por 12 cadetes do Batalhão do Imperador, imaculados e imóveis em suas casacas azuis, luvas brancas, chapéus de penacho e “sentido”, “apresentar armas” e “descansar” de praxe. Era a missa de sétimo dia da mãe de D. Bertrand: Sua Alteza Imperial e Real, D. Maria Elizabeth Francisca Teresa Josefa de Wittelsbach e Croÿ-Solre de Orleans e Bragança – D. Maria da Baviera, na corte; Princesa-Mãe, no popular.

D. Maria expirou às 13h da sexta-feira 13, aos 96 anos, “confortada com os sacramentos da Santa Igreja”, conforme o anúncio fúnebre que a família fez publicar na seção de falecimentos do Estado. Nascida em um castelo em Munique e neta do último monarca alemão a governar, o rei Luís III, ela ingressou na história do Brasil pelo altar. Em 1937, no mesmo castelo, foi desposada pelo príncipe Pedro Henrique, francês de nascimento, neto da Princesa Isabel. Ela estava com 22 anos. Ele, com 28. Antes, noivaram um ano e pouco para se conhecer melhor. Sem direito a pegar na mão, mas com passeio de veleiro pelos lagos bávaros, como prova o álbum de fotos da família.

Fazia cinco anos e meio que D. Maria, vítima de problemas cardíacos, não deixava seu apartamento de quatro quartos na Lagoa. Na noite anterior, ela recebera a extrema-unção do padre Jorjão (requisitado casador e batizador de celebridades cariocas) e, quando chegou a hora, estava cercada por 11 de seus 12 filhos, que rezavam o terço. O primogênito D. Luiz Gastão Maria José Pio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança, de 73 anos e adoentado em São Paulo, não pôde comparecer às exéquias, daí ter sido sempre representado pelo irmão D. Bertrand, o segundo na linha sucessória ao trono brasileiro, se um trono existisse.

A escolha da Antiga Sé para a cerimônia tem significado. Ali D. Pedro I foi coroado imperador e contraiu matrimônio. Duas vezes. D. Pedro II foi batizado, casado e coroado. E a Princesa Isabel se uniu ao Conde d’Eu. No cais lá adiante, onde agora aportam as barcas trazendo o poviléu (também chamado trabalhadores) de Niterói todas as manhãs, D. João VI desembarcou fugindo de Napoleão, em 1808. Pois foi nesse pedaço de pátria que D. Bertrand saltou do carro e se dirigiu apressado à porta da frente da catedral. Se tivesse desviado o olhar para sua direita teria visto um grupelho de súditos que, coçando a barriga uns, chupando laranja outros, liam as manchetes penduradas na banca de jornal. “Louraça belzebu sofreu violência sexual aos 7 anos”, informava o Meia Hora. “Amante de Loura Fatal pode não ter sido estrangulado”, contava o Extra!. “Ronaldinho leva R$ 80 mil para brincar de foca”, espantava-se o Expresso da Informação. E, depois, quando Suas Altezas lamentam a “perda de valores da sociedade brasileira”, vêm uns esconjurados fazer troça...

“Quem são os exemplos de nobreza desses nossos dias? Rainha Xuxa? Adriano Imperador?”, invoca o advogado Antonio Gameiro, diretor do Círculo Monárquico do Rio, conglomerado de simpatizantes da causa monarquista e, na presente ocasião, encarregado do cerimonial da missa. Ele está certo de que a salvação desse Brasilzão de pobres-diabos está na restauração da coroa. Garante que quando esse dia chegar não se torrará um tostão nem a paciência do erário. A capital do império permanecerá em Brasília e, a despeito da feiura dos prédios do Niemeyer, que se há de fazer?, o imperador ocupará um dos palácios lá existentes – o Alvorada, de preferência, podendo o primeiro-ministro se aboletar no Planalto.

Na sacristia, um ordeiro vaivém leva flores para lá e traz castiçais para cá. Alguém quer saber se deve usar a âmbula grande para as hóstias. “Não precisa. Pode ser a pequena, mas enche até a boca”, instrui o professor de coroinhas Leandro Pereira, da Juventude Monarquista. É fácil distinguir os monarquistas derredor. Eles vestem ternos escuros e carregam o brasão da Família Imperial na lapela. Falam mui educadamente e não exageram nos gestos – o que significa não fazer gesto nenhum, a maior parte do tempo. Tratam os príncipes e as princesas (juntando aí os 12 filhos, 25 netos e 3 bisnetos de D. Maria) por Sua Alteza, lhes dão sempre Dom e Dona, não importando a idade, e os cumprimentam com uma reverência, das pequenas: leve baixar de cabeça. Mas, acima de tudo, eles defendem a Família Imperial até no que ela não tem culpa. “Dom Luiz, o herdeiro do trono, contraiu pólio quando criança e se encontra debilitado, por isso não veio. Entretanto, você deve considerar que naquela época não havia vacina para a doença”, ressalva Pedro Andrade Corrêa de Brito, presidente da Juventude Monarquista.

O rapaz deixa o pescoço cair respeitosamente e dá um passo atrás quando D. Bertrand se aproxima trazendo o irmão, D. Antônio, terceiro na linha, para falar da mãe. Ele conversa baixinho e, traço comum nos Orleans e Bragança, tem um capricho natural na formulação das frases. “Mamãe teve trabalho comigo, fui uma criança teimosa”, ele começa, leve sotaque carioca. “Punha-me de castigo, proibindo-me os passeios a cavalo quando eu não entregava o dever de casa. Ela fazia questão de que arrumássemos nossas camas e passava para inspecionar. Estimulava uma pequena competição para ver quem deixava menos rugas no lençol”, continua. “Gostava demais da fazenda em Vassouras (interior do Rio), mas quando se mudou para a capital depois da morte de papai, em 1981, tomava ônibus para ir fazer o serviço social de que gostava tanto, que era dar aulas de pintura em porcelana em uma entidade assistencial. E, primordialmente, jamais deixou de nos dizer que um monarca não se pertence, pertence à nação. Que estivéssemos prontos.”

Igreja cheia, sem viv’alma em mangas de camisa, a missa vai terminando. A família se reunirá mais uma vez no apartamento da falecida para um almoço. Degustarão estrogonofe de filé mignon e pudim de leite condensado como sobremesa. Um pequeno convescote de 50 talheres. Antes, porém, os netos sobem ao altar para prestar a última homenagem à “vó Maria”. Lembram de como gostavam de caçar os ovos cozidos que, na Páscoa, D. Maria pintava à mão e escondia na propriedade. À saída, os 11 filhos se perfilam, D. Bertrand à frente, para receber os pesares “analógicos”, já que no anúncio fúnebre publicaram o e-mail condolências@casaimperialdobrasil.org a fim de recebê-los digitalmente também. Lá se vai mais de uma hora para atender a todos, entre eles as três enfermeiras que nestes últimos cinco anos e meio se revezaram para assistir D. Maria no apartamento da Lagoa, 24 horas por dia. “Antes de piorar, o que aconteceu de seis meses pra cá, ela lia muito, sempre em alemão, tricotava e, todas as tardes, às 6h, via DVDs de ópera e de balé”, conta Márcia de Jesus de Souza. “Nunca se queixou de nada, nem de dor.”

Na noite de quarta, D. Bertrand já tinha destacado a resignação como traço importante da personalidade de D. Maria. E mais de uma vez ele repetiu o “nunca se queixou de nada” ao discorrer sobre as dificuldades que a vida pôs no caminho dela: títulos e patrimônio confiscados pelos nazistas, parentes mortos em campos de concentração. “Ela falava para não nos preocuparmos, pois a Divina Providência não abandona as famílias numerosas. E assim foi. Jamais nos faltou o essencial, tampouco nos sobrou para luxar”, rememorava D. Bertrand na casa do Pacaembu, enquanto uma procissão de súditos de outro monarca, D. Edson Arantes do Nascimento Primeiro e Único, enchia a rua a caminho do estádio para ver Santos x Once Caldas pela Libertadores. Fácil ouvir a turba pela janela.

D. Bertrand mora ali com D. Luiz, de aluguel. Casa não muito grande e seca de afetação. Eles não casaram nem tiveram filhos, e dizem viver graças a economias e doações vindas dos monarquistas país afora. Três desses trabalham voluntariamente na casa, em cujos cômodos de entrada funciona o escritório da Casa Imperial do Brasil. Seu diretor coordenador-geral, Gustavo Cintra do Prado, não escondeu o desapontamento quando me viu chegar sem gravata. Um zeloso da mesóclise, ele tinha recomendado o uso do acessório. “Obrigatório não é, mas far-se-á boa figura perante Sua Alteza”, me dissera ao telefone. Não deu. Mas nem por isso D. Bertrand me tratou como um insurrecto do jeans com tênis. Pelo contrário. Ele se desculpou por não servir um cafezinho (“não estou acostumado a esse tipo de coisa”) e por ser demasiadamente ordeiro: “Você mal se levantou e eu já estou arrumando as almofadas do sofá, veja que coisa”.

Com paciência, ele me contou da lembrança mais remota que guarda de D. Maria. Aconteceu em Mandelieu, sul da França, onde ele e três irmãos nasceram. Devia ter 3 ou 4 anos, fim da 2ª Guerra. Passeio de velocípede, um soldado americano bêbado mete o coturno nas rodinhas do veículo. E lá se vai Sua Alteza Imperial voando e se esborrachando no chão... (com todo o respeito), depois acolhido e consolado pela mãe. Eu pergunto se ele, francamente, acredita na restauração da monarquia no Brasil. “Não tenho dúvidas disso, nunca as tive”, ele diz, desafiando minha impertinência com seus olhos grandes e resolutos. “A história é pendular. A era das utopias se foi, o próximo passo é retornarmos aos tempos dos bons valores do imperador, que é uma figura suprapartidária e educada para servir à nação, não se servir da nação. Além do mais, a questão monárquica conta com a simpatia do povo. Você tem filha? Pois bem. Estará mentindo se disser que nunca a chamou de minha princesinha.” E, mais uma vez, insistiu no mantra da causa monárquica: “Precisamos resgatar os bons valores”.

Lá fora, a vozeria santista aumentava e a cada dois minutos um torcedor chegava para regar a trepadeira que galga o muro de Suas Altezas, espargindo o odor de amônia que D. Bertrand não sentirá na manhã seguinte. A frente da casa se tornara uma fortaleza inexpugnável para o populacho urinar antes do jogo, protegido que ficava por uma caçamba coletora dos entulhos imperiais. Uns, mui respeitosos, ainda ralhavam com os amigos sem decoro: “Peraí, pô! Deixa as moça passar primeiro”. Outros, com invejável perícia, seguravam a lata de cerveja na outra mão e ainda cantarolavam: “Dá-lhe-ô! Dá-lhe Santos meu amor!” Tudo na mais perfeita ordem e absoluta ausência de confusão. Até fila faziam, numa brasileiríssima tropicalização de valores. Afinal de contas, remedando o nobre Muricy Ramalho, Visconde de Ibiúna e Arquiduque de Vila Belmiro, dir-se-ia o seguinte:

“Isso aqui é Brasil, meu filho!”

quinta-feira, 5 de maio de 2011

casa-da-mãe-joana

Joana I era a rainha de Nápoles e considerada a protetora cultural de poetas e intelectuais por causa de sua beleza e inteligência. Ela viveu na Idade Média (entre 1326 e 1382). Joana se casou com seu primo Andrew, irmão de Luís I, rei da Hungria. Algum tempo depois, Andrew foi assassinado em uma conspiração, na qual ela foi acusada de ter participado. Daí, o irmão da vítima, enfurecido, resolveu invadir Nápoles em 1348 perseguindo Joana, que se viu obrigada a fugir para a cidade de Avignon, na França.
Lá se instalou num palácio que já havia sido a moradia de sete papas e com sua habilidade passou a mandar na localidade. Tanto que, resolveu regulamentar os bordéis existentes. Uma das normas dizia: "O lugar terá uma porta por onde todos possam entrar." A partir disso, cada bordel ficou conhecido como "Paço da Mãe Joana".
Joana foi assassinada em 1832 por seu próprio sobrinho e herdeiro, Carlos de Anjou.
Transposta para Portugal, a expressão "paço-da-mãe-joana" virou sinônimo de prostíbulo. No Brasil, a palavra "paço" foi modificada para "casa", gerando a expressão como é conhecida até hoje: "Casa-da-mãe-joana". Os dicionaristas dizem que, por extensão, "casa-da-mãe-joana" indica o lugar ou situação em que cada um faz o que quer, onde imperam a desordem e a desorganização; um local onde vale tudo, onde predomina a confusão, a balburdia, etc.



domingo, 1 de maio de 2011

Restauro do Solar da Marquesa é concluído

29 de abril de 2011
JT
Iniciada em 2008, a reforma do Solar da Marquesa, na Rua Roberto Simonsen, no centro, chegou a fim. Mas prédio, à marquesa Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa de Santos, só deve ser aberto à visitação em agosto, já como sede do Museu da Cidade. A transferência de parte do acervo deve ocorrer nos próximos meses.
Hoje, o que se vê é a fachada de um prédio residencial de um andar, típico do século 18, com pintura recente em tom salmão. Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, o custo da reforma, que passa pelos últimos retoques, é de R$ 2,4 milhões. Desde 2008, a entrega do Solar foi adiada várias vezes por conta de mudanças no método de restauro e até a descoberta de vestígios arqueológicos.
Ao lado do Solar, na Casa Número 1, o entra e sai de operários é intenso durante todo o dia. Cerca de 50 homens trabalham de segunda à sexta na reforma. A obra, que começou em julho de 2009, tem como nova data de conclusão o segundo semestre. A Secretaria Municipal de Cultural prefere não especificar um prazo. O prédio abrigará a Casa da Imagem de São Paulo, responsável pela preservação de todo o acervo fotográfico da capital.