terça-feira, 26 de julho de 2016

Shindo Renmei

Shindo Renmei - (臣道連盟 Liga do Caminho dos Súditos em idioma japonês) foi uma associação de caráter nacionalista e considerada com organização terrorista criada no interior de São Paulo no início da década de 1940 por isseis.[5] Alguns membros mais fanáticos da associação (tokkotai) cometiam atentados violentos contra os isseis e nipo-brasileiros que acreditavam nas notícias da derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial. A Shindo Renmei matou, pelo menos, 23 pessoas e feriu outras 147, em sua maioria imigrantes de origem japonesa (isseis).
Os primeiros imigrantes japoneses chegaram ao Brasil em 1908. A grande maioria dos imigrantes japoneses pretendia fazer fortuna para depois retornar ao Japão.
Os recém-chegados depararam-se com uma terra completamente diferente de sua pátria: língua, costumes, religião, alimentação, clima, enfim, tudo era diferente daquilo a que eles estavam acostumados.
A política de imigração da República Velha pretendia "branquear" o Brasil. Imigrantes japoneses só foram aceitos pois diminuía muito o fluxo de imigrantes italianos.
Nesse contexto, o imigrante japonês era visto com desconfiança já que possuía hábitos completamente diferentes dos brasileiros e de outros imigrantes estrangeiros. Os japoneses organizavam-se em comunidades fechadas, poucos aprendiam a língua portuguesa e evitavam contatos com os brasileiros e outras comunidades de imigrantes. Estes fatos contribuíram ainda mais para aumentar a desconfiança contra eles.
Apesar de tudo, o Brasil possuía já na década de 1930, a maior comunidade de imigrantes japoneses do mundo.
A ditadura do Estado Novo implantado por Getúlio Vargas procurou ressaltar o nacionalismo brasileiro através da repressão à cultura dos imigrantes que formavam comunidades fechadas como os japoneses e alemães. O decreto nº 383 de 18 de abril de 1938 determinou várias proibições aos estrangeiros: não poderiam participar de atividades políticas, formar qualquer tipo de associação, falar idiomas estrangeiros em público ou usá-los para alfabetização de crianças. A transmissão de programas de rádio em idiomas estrangeiros foi proibida. As publicações impressas (jornais, revistas) em idiomas estrangeiros foram proibidas, a não ser que fossem bilíngües, japonês-português por exemplo. Como a publicação em idioma japonês ficou muito cara, jornais e revistas deixaram de circular.[6]
Em 1939, uma pesquisa da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, de São Paulo, mostrava que 87,7% dos nipo-brasileiros assinavam jornais em idioma japonês, um índice altíssimo de leitura no Brasil da época.[6] O decreto nº 383 de 1938 praticamente acabou com a disseminação de informações na comunidade japonesa, pois boa parte desta sequer compreendia o idioma português.
Com o rompimento das relações diplomáticas com o Japão, em 1942, a chegada de novos imigrantes do Japão foi proibida, as cartas não mais chegavam, os nipo-brasileiros passaram a não poder viajar pelo território nacional ou residir em certos locais (como no litoral) sem salvo-conduto expedido por autoridade policial, e os aparelhos de rádio foram apreendidos para que não se ouvissem transmissões em ondas curtas do Japão.[6] Durante todo o período da Segunda Guerra Mundial, a comunidade de nipo-brasileiros ficou sem receber notícias do Japão e sem imprensa escrita ou falada que usasse o idioma japonês. A falta de informações sobre o Japão passou a ser total

sábado, 27 de fevereiro de 2016

domingo, 17 de janeiro de 2016

Túmulos de D. Pedro I e de Inês de Castro

Túmulos de D. Pedro I e de Inês de Castro

by marcia
O grupo Passado Distante - Arqueologia divulgou um vídeo sobre os túmulos de D. Pedro I e Inês de Castro, protagonistas de uma das histórias de amor mais conhecidas nas terras lusitanas. Há também a contextualização histórica dos personagens e a descrição dos túmulos.
Confira o vídeo:
Os túmulos de D. Pedro I e de D. Inês de Castro encontram-se no Mosteiro de Alcobaça. São duas verdadeiras obras-primas da escultura gótica em Portugal, cuja a construção se situa entre 1358 e 1367 e de autoria desconhecida.
-Contexto histórico de construção dos túmulos
Em 1340, D. Pedro I casa-se com a princesa castelhana D. Constança Manuel. Uma das aias que acompanhava D. Constança era Inês de Castro, por quem D. Pedro se apaixonou. Em 1348-1349, D. Constança morre e então D. Pedro assume mais abertamente o relacionamento com Inês de Castro em terras de Coimbra.
O rei D. Afonso IV (pai de D. Pedro), temia o poderio da família de Inês de Castro e da sua influência na sucessão do infante D. Fernando, filho primogénito e herdeiro de D. Pedro. No dia 7 de Janeiro de 1355, Inês de Castro, encontrando-se nos Paços de Santa Clara em Coimbra (embora a lenda diga que ela estava à beira da Fonte dos Amores, na Quinta das Lágrimas), foi assassinada por Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco, a mando da coroa Portuguesa, sendo sepultada em Coimbra.
D. Pedro sobe ao trono em 1357 e uma das suas primeiras medidas foi mandar coroar Inês de Castro sua rainha (post mortem) e construir um túmulo majestoso. Em 1360, acabado o túmulo, D. Pedro I ordenou que o colocassem no braço sul do transepto do Mosteiro de Alcobaça e em seguida que trasladassem para lá o corpo de D. Inês.. D. Pedro I mandou construir um túmulo semelhante para si próprio, sendo colocado lado a lado esquerdo do de D. Inês. O rei morre em 1367 indo repousar, nessa altura, ao lado da sua amada.
FONTE: Passado Distante - Arqueologia (página do Facebook).