quarta-feira, 26 de março de 2025

                            A expectativa como sala de tortura no século 

21 14/03/2025

A expectativa está instalada em todas as emoções produzidas pelos sentimentos

duvidosos.

Ela se faz presente naquilo que é ruim e naquilo que é bom e nos deixa no clima de

apreensão.

Quando falamos que o “melhor da festa é esperar por ela” o pior é quando acabou,

nos propomos despertar você para o que acontece com o foco da festa, antes dela se realizar

num ambiente de satisfação. A mesma sensação mas com o conteúdo ruim, nos leva em mal-

estar.

A expectativa no século 21 passou ser a grande sala de torturas nos castelos medievais

da modernidade.

Todos somos reféns dessa carga psicológica que invade os emocionais dos quatro

cantos do planeta.

A “teoria da incerteza” apresentado por Heisenberg, nascida no século 18 se encontra

desenvolvida no século 21 como um tema proeminente, ao não se ter certeza de nada. Tudo

estando em movimento com encontros nem sempre explicados, desde coisas com elétrons,

corpos celestes, galáxias, universos, com leves conclusões das incertezas da Teoria Quântica,

que se você disser que a entende, direi que duvido. Estaremos sempre a procura desse

entendimento.

Com todas as incertezas colocadas em nosso colo o estado emocional, dançando na

maionese se vê em “expectativa” do que vai acontecer nos introduzindo na sala de torturas se

perguntando quando será sua vez. Na hipótese da expectativa ser para coisas boas a sala de

espera será a “sala da esperança” como conforto.

A expectativa tem a capacidade de manter você tenso, afetando todo comportamento,

fazendo-o refém da dúvida, na procura da verdade que nem sabemos se existe. Tudo a curto,

médio e longo prazo parece estar determinado, porque de cada dúvida nascem duas.

Em todos os campos do conhecimento as certezas são atacadas pelas incertezas.

Dimensionar o tempo para esses esclarecimentos é impossível até agora.

No campo das economias, as dúvidas mais frequentes são: Será que vai chover? Será

que vai faltar alimentos? Será que a bolsa de valores vai subir? Será que o dólar vai baixar?

Será que o salário mínimo vai permanecer?

Na educação as dúvidas dominantes são: Será que o sistema se mantém? Será que o

professor quer ensinar? Será que o aluno quer aprender?

Na saúde as dúvidas continuam a zunir nos nossos ouvidos: Será que o “vírus do

Ipiranga” vai dar uma trégua? Será que vão terminar o hospital inacabado? Será que a equipe

médica vai chegar num acordo? Será que o câncer vai ter cura? Será que vai faltar remédios?

Será que o humano se imortalizará?

Em termos de segurança: Será que os presídios vão dar conta? Será que o PCC vai

dominar? Será que os genocídios femininos vão diminuir? Será que o tráfico de drogas será

combatido? Será que as drogas serão liberadas? Será que os furtos e roubos continuarão às

soltas?

O crescimento populacional continua sendo problema: Será que as igrejas e as

autoridades vão admiti-la? Será que os direitos humanos vão continuar a proteger os

criminosos? Será que o XV de Novembro vai ficar campeão?

Nas filosofias: Será que a humanidade está se esfacelando? Será que os pensamentos

sadios estão perdendo significado? Será que a nossa origem será explicada? Será? Será? Será

que o entendimento da vida será atingido?

As dúvidas continuarão a solapar as bases das certezas até agora aceitas.

Estamos assistindo à confirmação do Chico Buarque de Holanda “O que será, O que será” onde

a sonoridade de seus versos antecipam os questionamentos.

Vamos sair dessa crônica de ficção e entrar na sala da esperança, no aguardo da grande festa

sempre na sua companhia.


Walter Naime

Arquiteto-urbanista

Empresário.

segunda-feira, 24 de março de 2025

 ARTIGO DE WALTER NAIME


O pensamento coletivo 21/03/2025
Falar em estado de espírito do homem, é um assunto que nos atrai, em contraposição à
dificuldade que ele encerra.
O estado de espírito é o que tem determinado o sucesso ou fracasso dos projetos humanos
no decorrer da história pois na soma dos atos de acreditar e correr atrás do que se deseja é que
entra a determinação, a fé, a esperança, a proatividade para atingir a eficácia do resultado a ser
atingida não deixando de lado os recursos que devem estar a nossa disposição na empreitada que
se abraça.
De um modo geral, a força maior que caracteriza as atitudes do ser humano é o egoísmo,
sendo sempre estimulada pelo instinto da autodefesa para continuar existir, porém colocado
dentro da vivência coletiva passa ser construtivo ou destrutivo, com preponderância para o
destrutivo.
Deste modo compete ter um conhecimento mais aprofundado para que se crie um
equilíbrio e domínio sobre o mesmo a fim de diminuirmos os males que ele possa provocar, sem
deixar que a força inicial do egoísmo seja eliminada.
Nessa tentativa de equilíbrio é que aparece a compressão do EU e a expansão do NÓS.
Essa prática varia de cultura para cultura, apresentando diferenças em povos de origem
orientais e ocidentais, pois nos orientais a prática do “pensar o coletivo” predomina no
comportamento e consequentemente nos resultados sociais e de governança.
Esse sentimento de se “pensar o coletivo”, como forma de sobrevivência vem sendo
acentuado nos países ocidentais, com exemplos nos povos democráticos das américas, onde a
tentativa de comprimir o EU e expandir o NÓS, se faz necessário pois quando o coletivo é atacado
por terremotos, pestes como o coronavírus, e outros males, os postos governamentais são pegos
despreparados para o enfrentamento por falta de treino nas linhas do “pensamento coletivo”.
O “pensamento coletivo”, traz no seu bojo, o respeito pelo próximo, a necessidade de se
ter humildade, o entendimento de aumentar a tolerância, o refreamento das ambições materiais,
o desenvolvimento das ideias de cooperação mutua a fim de praticar a união de todos no combate
ao que aparecer como agressivo e destruidor da sociedade, pondo em risco a sobrevivência da
mesma.
É hora de deixarmos expandir o NÓS, sabendo que a compressão do EU, possa provocar
dores, e que nos submetamos a elas antes de sermos dizimados pelos males.
O egoísmo sempre permanecerá junto ao ser humano, mas com reflexões e com
determinação havemos de obter o equilíbrio, desenvolvendo cada vez mais o uso do “pensamento
coletivo” para resguardar nossa existência.
Nas horas difíceis há uma sugestão a se fazer, propondo que se fale em “abobrinhas”, mas
que sejam com sementes dando prova do seu conteúdo.
O estado de crises sociais e econômicas, vão sempre depender de como é pego o estado de
espírito dos envolvidos.
Depois de jogar as conversas fora dizendo “abobrinhas maduras” é hora de contar as
sementes para sentir o que sobra repetindo o refrão: “O vírus do Ipiranga as margens flácidas”. De
um povo heroico brado retumbante!

Walter Naime
Arquiteto-urbanista
Empresário.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

 NOTAS FUNEBRES 05 FEVEEREIRO 2025

Sr. Antonio José Romanini (Tonico)

            Faleceu ontem, nesta cidade, contava 71 anos, filho dos finados Sr. Mario Romanini e da Sra. Anna Borges; deixa os filhos: Alan Renato Galvão Romanini, casado com a Sra. Vivian Rodrigues Romanini e Antonio José Galvão Romanini. Deixa netos, demais familiares e amigos. Seu sepultamento será realizado hoje, saindo o féretro às 14h00 da sala “A” do Velório do Cemitério Parque da Ressurreição, para a referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



ter., 4 de fev., 17:54 (há 14 horas)

 

Sr. Carlos Alberto Perez Veigas

            Faleceu ontem, na cidade de São Pedro/SP, contava 63 anos, filho dos finados Sr. Oswaldo Perez Veigas e da Sra. Irene Perez Veigas, era casado com a Sra. Josele Lopes da Silva; deixa o filho: Alexandre Castanheira Perez Veigas. Deixa netas, demais familiares e amigos.             Seu sepultamento será realizado hoje, saindo o féretro às 15h00 do Velório Memorial São Pedro, sala 01, para o Cemitério Parque São Pedro da cidade de São Pedro/SP. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar

 

 

 

.

 

 

 

 

 

NOTAS DE TERÇA – 04/02/2025

 

SR. JOSÉ GARBIN

 Faleceu anteontem na cidade de Piracicaba, aos 76 anos de idade. Era filho do Sr. Virgilio Garbin e da Sra. Eulalia de Oliveira Garbin, falecidos. Deixa demais familiares e amigos. O seu sepultamento deu-se ontem as 08:00hs no Cemiterio da Saudade. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

SR. VALTER DANIEL MARTINES

Faleceu anteontem na cidade de Piracicaba, aos 59 anos de idade e era casado com a Sra. Marlene Bernadinelli Martines, era filho dos finados Sr. Thomaz Martines e da Sra. Elzira Salvador Martines. Deixou os filhos: André Augusto Bernadinelli Martines; Bianca Martines de Camargo. Deixa ainda netos e demais familiares. O seu sepultamento deu-se ontem as 16:00hs, saindo a urna ortuária do velório do Cemitério Parque da Ressurreição sala- B seguindo para o Cemitério Parque da Ressurreição. À família e amigos

enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

SR. JOÃO CARLOS VOLPATO

 Faleceu anteontem na cidade de Piracicaba, aos 75 anos de idade e era casado com a Sra. Arlete da Silva Volpato, era filho dos inados Sr. João Volpato e da Sra. Antonia Poppe Volpato. Deixou os filhos: Giovana Volpato de Campos viúva de Jefferson Ricardo Leite de Campos; João Carlos Volpato Junior casado com Ivonete Aparecida de Carvalho Volpato; Jorge Luis Volpato casado Louise Daniele Ferreira Volpato. Deixa ainda netos e demais familiares. O seu sepultamento deu-se ontem as 16:00 hs, saindo a urna mortuária do velório da Saudade sala-03, seguindo para Cemitério Municipal da Saudade. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

PROFº. ARMANDO BERGAMIN FILHO

 Faleceu dia 31pp na cidade de Piracicaba, aos 76 anos de idade e era casado com a Sra. Nicole Baudon Bergamin, era filho dos finados Sr. Armando Bergamin e da Sra. Ida Irene Gatti Bergamin. Deixou os filhos: Diego Baudon Bergamin; Bruno Baudon Bergamin. Deixa ainda 02 netos, demais familiares e amigos. O seu sepultamento deu-se dia 31pp as 15:00 horas, saindo a urna  ortuária do Velório Parque da Ressurreição - Sala Premium, seguindo para o Cemitério Parque da Ressurreição. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

SR. JOÃO DE MORAES

 Faleceu dia 30pp na cidade de Piracicaba, aos 78 anos de idade e era casado com a Sra. Andrelina Eugenia de Oliveira Moraes. Era filho dos finados Sr. Joaquim de Moraes e da Sra. Mariana de Oliveira Moraes. Deixou as filhas: Fatima Aparecida de Moraes casada com José Valdemir Soares de Morais; Maria Isabel de Oliveira Moraes casada com Luiz Antonio Lino de Moraes. Deixa ainda netos, bisneto e demais familiares. O seu sepultamento deu-se dia 31pp as 13:00hs, saindo a urna mortuária do Velório do Cemitério Parque da Ressurreição – sala C, seguindo para o Cemitério Municipal de Vila Rezende. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

COMENDADORA E DOUTORA ILIANA ATHIE LIMA –

 Faleceu dia 31pp na cidade de Piracicaba, aos 79 anos de idade e era casada com o Sr. Luiz Henrique da Silva Lima. Era filha do Sr. Dimitri Athie e da Sra Catherine Micevec Athie, falecidos. Deixa demais familiares e amigos. O seu sepultamento deu-se dia 01pp as 15:00 horas, saindo a urna mortuária do Velório da Saudade – Sala 2, seguindo para o Cemitério da Saudade. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

SRA. MATHILDE ALTARUGIO GOMES

Faleceu dia 31pp na cidade de Piracicaba, aos 99 anos de idade e era viúva do Sr. Augusto Lopes. Era filha do Sr. José Altarugio e da Sra. Antonia Butignon, falecidos. Deixa os filhos: Marilene Donizete Gomes Boles casada com João Boles, Romilda Francisca Gomes, Vera Lucia Gomes, Valter Gomes. Deixa netos, bisnetos,demais familiares e amigos. O seu sepultamento deu-se dia 01pp as 10:30 horas, saindo a urna mortuária do Velório da Saudade – Sala 8, seguindo para o Cemitério da Saudade. À família e amigos nlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

SRA. ANA GOMES RIBEIRO

 Faleceu ontem na cidade de Piracicaba,aos 60 anos de idade e era casada com o Sr. Antonio Moreira da Silva. Era filha do Sr. Joaquim Ribeiro de Souza e da Sra. Maria Marcelina Gomes. Deixa os filhos: Elivaldo Gomes de Lima casado com Maria do Rosario O. Costa, Nilson Gomes de Lima casado com Marcia Gonçalves Guimarães Lima, Eliana Gomes Lima, Welton Gomes Lima casado com Flavia Lima Rocha. Deixa netos, demais familiares e amigos. O seu sepultamento dar-se-á hoje as 16:00 horas, saindo a urna ortuária do Velório Municipal de Saltinho, seguindo para o Cemitério Municipal de Saltinho. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

 

31 de janeiro de 2025

07:27 (há 37 minutos)

 

Professora: Sra. Yvaneti Guirado

Faleceu anteontem, na cidade de Jaú/SP, contava 78 anos, filha dos finados Sr. Ayrton Guirado e da Sra. Maria Antonia Aparecida Guirado; deixa os filhos: Adriana Guirado Artur, casada com o Sr. Carlos Alberto Kenji Toniguchi; Daniela Guirado Artur, casada com o Sr. Ednei Franco e Henrique Guirado Artur. Deixa netos, irmãos, cunhados, sobrinhos, demais familiares e amigos. O velório teve início anteontem das 20h00 às 14h45 de ontem na sala “Safira” do Velório do Crematório Memorial Metropolitano de Piracicaba, tendo seguido o féretro às 15h00 para a realização da Cerimônia de Homenagens Póstumas no “Salão Nobre” do mesmo local. Procedimentos de Cremação serão realizados posteriormente. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.

 

Sra. Claudia Aparecida Nascimento

            Faleceu anteontem, nesta cidade, contava 53 anos, filha da Sra. Geni Maria Nascimento Dourado; deixa os filhos: Raissa Nascimento Dourado e Gabriel Jean dos Santos. Deixa o neto Miguel, demais familiares e amigos.Seu sepultamento foi realizado ontem, tendo saído o féretro às 16h00 da sala “01” do Velório do Cemitério Municipal da Vila Rezende, para a referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.

 

31 de janeiro de 2025

08:53 (há 33 minutos)

 

 

 

Menina: Maria Helena Rosa Campos

            Faleceu anteontem, nesta cidade, filha do Sr. Pedro Rosa de Pontes Junior e da Sra. Daiane Campos Morales. Deixa demais familiares.     Seu sepultamento foi realizado ontem, tendo saído o féretro às 13h00 da sala “02” do Velório do Cemitério Municipal da Vila Rezende para a referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerai

 qui., 30 de jan., 22:25 (há 11 horas)

Sra. Yvaneti Guirado

Faleceu ontem, na cidade de Jau/SP, contava 78 anos, filha dos finados Sr. Ayrton Guirado e da Sra. Maria Antonia Aparecida Guirado; deixa os filhos: Adriana Guirado Artur, casada com o Sr. Carlos Alberto Kenji Toniguchi; Daniela Guirado Artur, casada com o Sr. Ednei Franco e Henrique Guirado Artur. Deixa netos, irmãos, cunhados, sobrinhos, demais familiares e amigos.O velório iniciou-se ontem das 20h00 às 14h45 na sala “Safira” do Velório do Crematório Memorial Metropolitano de Piracicaba, seguindo o féretro às 15h00 para a realização da Cerimônia de Homenagens Póstumas no “Salão Nobre” do mesmo local. Procedimentos de Cremação serão realizados posteriormente. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.

NOTAS DE QUINTA - 30/01/2025

 

SRA. INÊS BORTOLETTO POSSIGNOLO

 Faleceu anteontem na cidade de Piracicaba, aos 82 anos de idade e era viúva do Sr. Dionisio Possignolo. Era filha dos finados Sr. Jorge Bortoletto e da Sra. Elisa Pezzato. Deixou os filhos: João Jorge Possignolo; Valdemar Antonio Possignolo casado com Palmira Valdete Marchi Possignolo; Claudinei Possignolo; Claudizete Aparecida Possignolo Faria casada com NivaldoFaria; Andreia Renata Possignolo. Deixa ainda 11 netos, 05 bisnetos e demais familiares. O seu sepultamento deu-se ontem as 09:00 horas, saindo a urna mortuária do Velório do Cemitério Parque da Ressurreição – sala A, seguindo para o Cemitério Parque da Ressurreição. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

SR. DENISAR ULICES

– Faleceu anteontem na cidade de Piracicaba, aos 71 anos de idade e era casado com a Sra. Rosa Izabel Bacchin Ulices. Era filho do Sr. Santiago Ulices Martins e da Sra. Santina Spada Ulices, falecidos. Deixa os filhos: Denisar Ulices Junior casado com Jaqueline Parra Ulices e Juliana Izabel Ulices de Lima casada com Marcus Vinicius Nascimento de Lima. Deixa 03 netos, demais familiares e amigos. O seu sepultamento deu-se ontem as 14:00 horas, saindo a urna mortuária do Velório Parque da Ressurreição – Sala - A, seguindo para o Cemitério Parque da Ressurreição. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

SRA. HELOISA BEATRIZ JUNQUEIRA AMALF

, Faleceu ontem na cidade de Piracicaba, aos 90 anos de idade e era viúva do Sr. Antonio Amalfi Junior. Era filha do Sr. Alvaro de Oliveira Junqueira e da Sra. Beatriz Montenegro Junqueira, falecidos. Deixa os filhos: Rosana Amalfi Ferraz viúva de Fabio Ometto Ferraz, Marcelo Eduardo Amalfi casado com Maria Angelica Penatti Pipitone, Mauricio Carlos Amalfi, já falecido foi casado com Selma Azzi Amalfi, Sergio Augusto Amalfi casado com Renata Andia Amalfi. Deixa netos, bisnetos, demais familiares e amigos. O seu sepultamento deu-se ontem as 17:00 horas, saindo a urna mortuária do Velório da Saudade – Sala 06, seguindo para o Cemitério da Saudade. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

                      

Sr. Orlando Nazato

                                                                                                  eg., 27 de jan., 17:01 (há 10 horas)

Faleceu ontem, nesta cidade, contava 88 anos, filho dos finados Sr. Luiz Nazato e da Sra. Maria Torrezan, era casado com a Sra. Iracema Nobrega Nazato; deixa os filhos: Sueli Nazato San Juan, casada com o Sr. Claudinei Antonio San Juan; Fabiana Aparecida Nazato; Cristiane Aparecida Nazato, casada com o Sr. Rilson Correa da Silva; Jose Carlos Nazato, casado com a Sra. Debora Alves; Marcos Antonio Nazato, casado com a Sra. Juliana Rizzi Baldinato Nazato; Paulo Sergio Nazato, casado com a Sra. Roseli de Moraes Nazato; Sonia Maria Nazato e Luiz Roberto Nazato, casado com a Sra. Diva Toledo Nazato. Deixa netos, bisnetos, demais familiares e amigos.

Seu sepultamento será realizado hoje, saindo o féretro às 16h30 da sala “A” do Velório do Cemitério Parque da Ressurreição, para a referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funeral

NOTAS DE SEGUNDA – 27/01/2025

 

SRA. ROSILDA KLIMASEWSKY CLAUDINO,

Faleceu dia 25pp na cidade de Piracicaba, aos 56 anos de idade e era filha do Sr. Antônio Claudino e da Sra. Rosa Klimasewsky Claudino, falecidos. Deixa irmãos,sobrinhos, demais familiares e amigos. O velório ocorreu anteontem noMemorial Metropolitano de Piracicaba – Sala Safira das 07:30 as 16:20 horas e o seu sepultamento deu-se anteontem as 17:00 horas, seguindo em auto fúnebre para o Cemitério da Saudade. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

SRA. MARISA APARECIDA ALVES DA SILVA –

Faleceu dia 25pp na cidade de Piracicaba, aos 63 anos de idade e era viúva do Sr. Jose Carlos da Silva. Era filha do Sr. Lindolfo Alves e da Sra. Luzia Severino Alves, falecidos. Deixa os filhos: Hellen Fabiana Aparecida Camargo Silva casada com Edivanildo Santos Silva, Ederson Ricardo Camargo casado com Daniela Alcarde Camargo, Erik Cristiano Camargo casado com Jessica Cristina da Conceição Camargo e Carlos Henrique Camargo casado com Stefane Engel de Oliveira Camargo. Deixa netos, demais familiares eamigos. O seu sepultamento deu-se anteontem as 14:00 horas saindo a urnamortuária do Velório Municipal de Charqueada Sala - 01, seguindo para o Cemitério Municipal de Charqueada. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.SR. VICENTE TADEU BARBOSA - Faleceu dia 25pp na cidade de Piracicaba aos 67 anos de idade e era filho do Sr. João Evangelista Barbosa e da Sra Francisca Duarte Barbosa, falecidos. Deixa os filhos: Danilo Socrates Silva Barbosa casado com Claudia Fernanda Aparecida Lino,Jorge Felipe de Freitas Barbosa casado com Gabriele de Castro Araujo Barbosa e Maicon Mateus Barbosa. Deixa netos, demais familiares e amigos. O seu sepultamento deu-se anteontem as 15:00hs no Cemitério da Saudade. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais

 

SRA. YOLANDA DE JESUS CAMATARI MENEZES –

Faleceu anteontem na cidade de Piracicaba, aos 89 anos de idade e era viúva do Sr.Luiz Paes Menezes. Era filha do Sr. Angelo amatari e da Sra. Sylvia Antonia Zarbetti, falecidos. Deixa a filha: Marli parecida Camatari Menezes. Deixa 4 netos, 2 bisnetos, demais familiares e amigos. O seu sepultamento deu-se anteontem as 16:30 horas saindo a urna mortuária do Velório da Saudade Sala - 05, seguindo para o Cemitério da Saudade. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

SRA. LASARA BENEDITA DE OLIVEIRA PETTIAM

, Faleceu anteontem na cidade de Charqueada, aos 82 anos de idade e era casada com o Sr. Edison Agostinho Pettiam. Era filha do Sr. Sebastião Alexandre de Oliveira e da Sra. Rita Andre dos Santos, falecidos. Deixa a filha: Juliana de Oliveira Tombolato Gambaro casada com João Antonio Gambaro.Deixa irmãos, sobrinhos, demais familiares e amigos. O seu sepultamento deu-se anteontem as 17:00 horas, saindo a urna mortuária do Velório Municipal de Charqueada, seguindo para o Cemitério Municipal de Charqueada. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.SRA. EMILIA IOSHIE SATO, Faleceu anteontem na cidade de Piracicaba, aos 62 anos de idade. Era filha do Sr. Teruji Sato e da Sra Mitiko Sato, falecidos. Deixa irmãos, demais familiares e amigos. O seu sepultamento deu-se anteontem as 16:30 horas, saindo a urna mortuária do Velório Parque da Ressurreição – Sala C, seguindo para o Cemitério Parque da Ressurreição. À família e amigos enlutados os sentimentos de

pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

SRA. CLISCIA APARECIDA BROGGIO

Faleceu anteontem na cidade de Piracicaba, aos 60 anos de idade e era viúva do Sr. Antonio Sergio Malusá. Era filha do Sr. Mario Rodiney Broggio e da Sra. Alice Dalla Villa Broggio, falecidos. Deixa os filhos: Caio Sergio Malusá casado com Livia Bertão Zanetti e Pedro Sergio Malusá casado com Laura Priscila Grando.Deixa o neto Caetano Zanetti Malusá, demais familiares e amigos. O Velório ocorreu ontem Sala Esmeralda no Memorial Metropolitano de Piracicaba a partir das 08:00hs até as 14:00hs, em seguida ocorreu a Cerimônia de homenagens póstumas no Salão Nobre também no mesmo local. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do GRUPO BOM JESUS FUNERAIS.

 

 

 

SRA. MARIA DA CONCEIÇÃO DE MELO

 Faleceu anteontem na cidade de Piracicaba, aos 74 anos de idade e era casada com o Sr. Antonio Pereira de Melo. Era filha do Sr. Sebastião Ferreira Dias e da Sra. Francisca da Conceição Dias, falecidos. Deixa os filhos: Ricardo Pereira de Melo casado com Roseli Joia de Melo, Josefina Pereira de Melo, Antonio Carlos Pereira de Melo casado com Silvia Lima de Melo. Deixa netos,demais familiares e amigos. O seu sepultamento deu-se ontem as 16:00 horas, saindo a urna mortuária do Velório Municipal de Saltinho, seguindo para o Cemitério Municipal de Saltinho. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

SR. DAVINO ALVES BATISTA,

Faleceu anteontem na cidade de Rio das Pedras, aos 69 anos de idade era casado com a Sra. Augusta Candida Batista.Era filho do Sr. João Alves Batista e da Sra. Maria de Jesus Pontes, falecidos. Deixa as filhas: Ines Alves Batista e Ivone Alves Batista. Deixa netos, bisnetos, demais familiares e amigos. O seu sepultamento deu-se ontem as 10:30hs, saindo a urna mortuária do Velório Municipal de Rio das Pedras, seguindo para o Cemitério Municipal de Rio das Pedras. À família eamigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

SR. JOÃO MATIAS GARDENAL

 Faleceu anteontem na cidade de Piracicaba, aos 82 anos de idade e era casado com a Sra. Maria Odila Razera Gerage Gardenal. Era filho do Sr. Adamo Gardenal e da Sra. Anunciata Mateuci Gardenal, falecidos. Deixa os filhos: Maria Adriana Gardenal casada com Andre Luis Roque Cardoso, Carlos Alberto Gardenal casado com Katia Cristina Polizel Gardenal, Emerson Marinaldo Gardenal casado com Elisa Zuleica Zoccante Gardenal. Deixa netos, demais familiares e amigos. O seu sepultamento deu-se ontem as 16:30 horas,saindo a urna mortuária do Velório Parque da Ressurreição – Sala Premium, seguindo para o Cemitério Parque da Ressurreição. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

SR. BENTO GIMENEZ

Faleceu ontem na cidade de Piracicaba, aos 80 anos de idade e era filho do Sr. Manoel Gimenez e da Sra. Izabel Paiva Gimenez, falecidos. Deixa os filhos: Marcio Roberto Gimenez, Luis Bento Gimenez, Izabel de Lourdes Aparecida Gimenez, Carolina Helena Jordão Calisbino. Deixa genro, netos, demais familiares e amigos. O seu sepultamento deu-se ontem as 17:00 horas, saindo a urna mortuária do Velório da Saudade – Sala 06, seguindo para o Cemitério da Saudade. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

SRA. MARIA HELENA NOGUEIRA QUARTAROLO

Faleceu ontem na cidade de Piracicaba, aos 70 anos de idade e era casada com o Sr. João Antonio Quartarolo. Era filha do Sr. José Nogueira e da Sra. Helena Marchiori Nogueira, falecidos. Deixa os filhos: Gleison José Quartarolo casado com Noemia de Souza Rocha, Glaucia Fernanda Quartarolo. Deixa netos, bisnetos, demais familiares e amigos. O seu sepultamento deu-se ontem as 16:30 horas saindo a urna mortuária do Velório da Saudade Sala – 02,

02, seguindo para o Cemitério da Saudade. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

DIÁCONO - LUIZ VENTURINI

Faleceu ontem na cidade de Piracicaba, aos 81 anos de idade e era casado com a Sra. Teresa Ines Moda Venturini. Era filho do Sr. Humberto Venturini e da Sra. Ines Camussi Venturini, falecidos. Deixa os filhos: Teresinha Beatrice Venturini Dorta,já falecida, Flavio Luiz Venturini casado com Zoraide Dini Olaya Venturini, Maria Ines Venturini Rezende casada com Guilherne de Lima Rezende, Ana Angelica Venturini Lima casada com Carlos Henrique Ribeiro de Castro Lima. Deixa netos, bisnetas, irmãos, demais familiares e amigos. O seu sepultamento dar-se-á hoje as 16:00 horas saindo a urna mortuária da Paróquia Santa Teresinha - Rua Virgílio da Silva Fagundes, 398 - Santa Terezinha, seguindo em auto fúnebre para o Cemitério Municipal de Vila Rezende. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar do Grupo Bom Jesus Funerais.

 

Sra. Sheila Aparecida Lima

            Faleceu ontem, nesta cidade, contava 78 anos, filha dos finados Sr. Antonio Vitoria e da Sra. Olga Truffi, era viúva do Sr. Adilson Vieira Lima; deixa os filhos: Adilson Vieira Lima Junior, casado com a Sra. Marlene Lima; Glaucia Vieira Lima e Luis Eduardo Vieira Lima, casado com a Sra. Herika Fernanda Raccanelli. Deixa irmãos, cunhados, sobrinhos, as netas: Jessica Guarnier Lima e Helena Lima Lozano Ferezini, demais familiares e amigos.             Seu sepultamento será realizado hoje, saindo o féretro às 13h00 da sala “C” do Velório do Cemitério Parque da Ressurreição para a referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.

 

 

 

seg., 27 de jan., 10:19 (há 18 horas)

 

Sr. Jose Pozella Neto

            Faleceu ontem, nesta cidade, contava 71 anos, filho dos finados Sr. Angelo Conceição Pozella e da Sra. Terezinha Porto Pozella, era viúvo da Sra. Rosa Aparecida Lopes Pozella; deixa os filhos:  Michele Lopes dos Santos, casada com o Sr. Antonio Pedro dos Santos; Reginaldo Lopes Pozella, casado com a Sra. Neusa Martins de Oliveira; Maisa Regiane Lopes da Silva, casada com o Sr. Juarez Alexandre da Silva e Cristiano Pozella. Deixa netos, bisnetos, demais familiares e amigos.

Seu sepultamento foi realizado ontem, tendo saído o féretro às 17h15 da sala “03” do Velório do Cemitério Municipal da Vila Rezende para a referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.

 

Sra. Maria do Socorro Monteiro da Silva

Faleceu ontem, nesta cidade, contava 87 anos, filha dos finados Sr. Raimundo Manoel Monteiro e da Sra. Maria de Souza Brito, era viúva do Sr. Jose Alves da Silva; deixa os filhos: Amarildo Alves da Silva e Silvana Maria da Silva Soares, casada com o Sr. Nilson Soares. Deixa netos, bisnetos, demais familiares e amigos.

Seu sepultamento foi realizado ontem, tendo saído o féretro às 17h00 da sala “01” do Velório do Cemitério Municipal da Vila Rezende para a referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



 

JOÃO UMBRTO NASSIF  Jornalista e Radialista

 PADRE DILERMANDO LUIZ COZATTI

 


 


 

PADRE DILERMANDO LUIZ COZATTI

 





A fascinante trajetória de vida do Padre Dilermando Luiz Cozatti é simplesmente brilhante. Um homem de elevada cultura, comunicativo, com anos de passagem por rádio, televisões, usou desses meios para evangelizar. Fluente em diversos idiomas, inclusive grego e latim. O que mais impressiona é a sua vivacidade e modéstia. Possui memória fotográfica. No exercício de sua vocação, passou alguns anos em Piracicaba, local onde realizou inúmeras obras de direcionamento de jovens, dinâmico, seguiu os ideais de Dom Bosco.

Dom Bosco era muito feliz por ter seus ex-alunos como colaboradores na missão pelos jovens pobres, quando eles deixavam as instituições educativas e entravam no mundo do trabalho.
Graças à iniciativa de um ex-aluno, Carlos Gastini, Dom Bosco viu seu sonho realizado, com o surgimento da Federação Mundial dos Ex-alunos de Dom Bosco.
A Confederação tem dois ramos - masculino e feminino.
Ambos são reconhecidos como associações civis mundiais.
A Associação está aberta a todos os ex-alunos dos Salesianos e das Filhas de Maria Auxiliadora.

Dom Bosco faleceu em Turim, Itália, no dia 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado pelo Papa Pio XI, em 1934. Foi aclamado pelo Papa como “O Pai e Mestre da Juventude.

Por que o nome “Salesianos de Dom Bosco”?

São João Bosco é um santo italiano do século dezenove:
seus meninos o chamavam de DOM BOSCO e “DOM” em italiano significa “Sacerdote” (Padre).
E continua a ser chamado assim também em nossos dias.
Ele fundou uma Congregação cuja finalidade é cuidar dos jovens, especialmente os mais pobres.
Ele chamou de “Salesianos” aqueles que o quiseram seguir. Esse nome deriva de São Francisco de Sales, um santo muito popular no norte da Itália, onde Dom Bosco nasceu
Ele escolheu São Francisco de Sales como patrono da sua Sociedade e quis que seus colaboradores imitassem a sua grande humanidade.

O senhor participou de algum programa de rádio em Piracicaba?

Na época o proprietário da Rádio Alvorada (Antiga Rádio “A Voz Agrícola do Brasil”), disse-me: “-Está faltando um padre na minha rádio!”. Ele a princípio deu-me três minutos, o programa teve tanto sucesso que passou a ter uma hora de duração!

O senhor é natural de Piracicaba?

Nasci em São Paulo, sou do Campos Elísios, antes de tornar-se a “Boca do Crack”! Era uma região nobre, ali situava-se o Palácio do Governo do Estado, minha infância foi toda ali, tendo como vizinhos próximos os governadores: Adhemar de Barros. Vi o Presidente Getúlio Vargas passar com o seu Rolls-Royce, via os políticos importantes da época, como Lucas Garcez, Porfírio da Paz. Eu era criança na época, mas o bairro era muto tranquilo.

A origem de seus avós é da Europa?

Meus quatro avós eram italianos! Cozatti tem suas origens no Norte da Itália. Meu avô materno era do Piemonte, a cidade dele era Turin. Eles eram originários de Foglizzo que faz parte da Grande Turim. Esse meu avô era especializado em enxerto de uva, ele veio para o Brasil certo de que iria fazer a América. A minha mãe nasceu no Brasil, antes da Primeira Guerra Mundial. Meu avô voltou para a Itália, nisso o irmão mais novo dele foi convocado para a Guerra. Ele ficou preocupado em ser convocado também. Ele voltou para o Brasil, minha mãe tinha cinco anos de idade. Passando pela França, aonde foram para Chalon-sur-Saône e para Marseille.

De lá vieram para o Brasil, onde permaneceram. Meu avô materno falava vários idiomas. Quando meu avô veio pela primeira vez ao Brasi casou-se com uma moça italiana que já morava aqui. Voltaram para a Itália, nesse período nasceu a minha mãe, que praticamente aprendeu a andar no navio que os trouxe pela segunda vez ao Brasil. Quando a minha mãe estava com sete anos nasceu a segunda filha, aqui no Brasil, ela recebeu o nome de América!

Como se chamava seu avô materno?

Pietro Rossi, sua esposa, minha avó chamavam-se Margherita.

Rossi tem alguma ligação com o sobrenome Rosso?

 Rossi é o plural de Rosso! Em português por exemplo, a pessoa refere-se a um indivíduo que é da família “dos Silva”, em italiano ele irá falar “dei Rossi”. Rosso significa vermelha, é um sobrenome muito comum no Norte da Itália.

 Seu avô veio para o Brasil e passou a trabalhar com o que?

Aqui ele foi trabalhar na Companhia Inglesa.

E o seu avô paterno?  

Meu avô paterno chamava-se Sabino Joaquim Cozatti, ele veio pelo porto de Nápoles. O sobrenome Cozatti não é napolitano, é mais comum do centro para o norte da Itália. Meu avô faleceu com 59 anos, e meu pai tinha só 17 anos.

Quantos filhos ele teve?

O meu pai era o filho mais velho, o Francisco veio a óbito, depois tinha o José, o Agostinho, Rafael, Antonieta e Julia. O meu pai foi arrimo de família. Quando faltava só um se casar, o caçula, meu pai casou-se com a minha mãe. Tiveram seis filhos: o segundo, uma semana após nascer foi para o céu, pneumonia na época não tinha cura. Ele ficou no isolamento, foi o que nasceu mais forte entre os tratamentos que fizeram, por ser uma ciência experimental, deixaram sem comer e sem mamar. O recém-nascido em estado anêmico veio a óbito.

Quais são os nomes do filho do casal?

Deisi, Laerte, Dárcio, advogado, perito contador, tem um escritório junto com o filho em Jundiai, foi professor até os 85 anos, agora, com 86 anos ele parou de lecionar. Depois vem a minha irmã Dirce, que está aqui comigo, dedicou-se a educação, foi diretora de escola, viajou o mundo. A Dalva, a Dirce e a Deise foram professoras.

O senhor nasceu em que dia?  

Nasci no dia 11 de outubro de 1943, fui batizado no dia 31 de outubro, me ordenei no dia 31 de outubro, então eu celebro o dia 31 de outubro!

O senhor nasceu em que cidade?

 Nasci em São Paulo, capital, o meu avô era da Lapa. Minha mãe e minha tia nasceram na Lapa. O meu bisavô veio da França, quis ficar aqui por um tempo quando ele ficou viúvo, aí ele voltou para Chalon-sur-Saône, foi sepultado lá. Essa cidade fica próxima a Lion.

Seus estudos iniciaram-se onde?

Estudei no Liceu Coração de Jesus, que existe ainda. O Bairro dos Campos Elíseos foi um bairro comprado dos fazendeiros. Tirando as alamedas Cleveland, Nothmann e Glete nesse local havia dois chacareiros suíços, as demais ruas recebem o nome de Barão de Piracicaba, Barão de Limeira, Barão de Campinas, eram propriedades dos barões. Naquele tempo os casarões tinham banheiros no térreo, e os quartos eram enormes, o bondinho era puxado por muares, e quem dirigia os bondes geralmente eram portugueses, por volta de 1910, quando começaram a circular os bondes elétricos administrados pela Light.

 A Avenida Paulista, naquela época tinha o solo bastante irregular. Tornou-se plana, porém nem sempre foi assim; O excesso de terra foi retirado e transportado pelos bondes elétricos, aterrando parte do bairro dos Campos Elíseos.

Ou seja, o bairro Campos Elíseos foi aterrado com a terra que deixou a Avenida Paulista plana?

Campos Elíseos teve um aterramento em torno de 3 a 4 metros de altura. Pouquíssimas pessoas sabem disso. Daí surgiu a expressão “Descida para o Bom Retiro” que era o brejo! Nós temos o Colégio do Bom Retiro, na Rua Araguari também. E o Liceu Coração de Jesus que é o primeiro do Estado de São Paulo. Tudo começou com João Melchior Bosco (1815-1888). Nascido em Becchi, próximo a Turim, na Itália, no dia 16 de agosto de 1815. Com nove anos teve um sonho que mudou para sempre a sua vida. Sonhou que estava no meio de jovens que se transformaram em feras e, em seguida, em animais mansos. Esse sonho nunca saiu de sua cabeça e a partir daí construiu seu projeto de vida, tornou-se padre e fundou a Congregação dos Salesianos (Sociedade de São Francisco de Sales).

Os Salesianos têm a missão de ajudar os jovens, especialmente os mais pobres, a trilharem o caminho ensinado por Jesus Cristo, do jeito de Dom Bosco, por meio do sistema preventivo: razão, religião e amorevolezza (palavra italiana que significa amabilidade que se expressa em atitude cotidiana), formando assim bons cristãos e honestos cidadãos.

Preocupado também com o futuro das meninas, fundou com Madre Mazzarello, o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, as Salesianas.

Para Dom Bosco, ser santo é muito fácil: basta ser alegre, cumprir bem seus deveres e ter uma vida de piedade.

Dom Bosco faleceu em Turim, Itália, no dia 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado pelo Papa Pio XI, em 1934. Foi aclamado pelo Papa como “O Pai e Mestre da Juventude. O Colégio Coração de Jesus, no ano passado fez um convênio com a Prefeitura, é dirigido por Salesianos e atende alunos até a 6ª. Série passou a ser denominado Liceu Coração de Jesus. Está com 500 alunos, um colégio que chegou a ter 2.500 alunos! Era um colégio modelo! Era um internato, muita gente do Mato Grosso que era ainda unificado, depois surgiu também o Mato Grosso do Sul, de lá vinham muitos filhos de fazendeiros, esses alunos permaneciam por 4,5 até 6 anos. Saíam formados com o Curso Técnico de Contabilidade ou Colegial Científico, se preparando para as universidades. 

Havia o ensino de idiomas?

Latim, grego, francês, na época era comum também em outras escolas. O grego era ensinado nos seminários. Eu fui aluno também lá. No seminário nós treinávamos: cada dia rezávamos em um idioma! Isso ajudava muito. Os Irmãos Maristas tinham um costume mais bonito ainda: quinta-feira era dia de falar francês, que é a língua mãe da congregação. A nossa língua mãe é a italiana. Todos eles falavam, quem comete um erro passam para ele um pequeno bastão. Ninguém queria ficar com o bastão no final do dia. Eu tive muitos professores que foram Irmãos Maristas, falavam fluentemente o francês. Escreviam em francês. Dominavam totalmente a língua. Cada congregação tem seus hábitos, seus costumes diferentes, apesar de tudo em comum nos votos.

O que levou o senhor a seguir a Ordem?

Sempre gostei muito de trabalhos manuais, de fazer as coisas. Só para você ter uma ideia, eu tenho Makita, furadeira elétrica, pé-de-cabra, ferramentas como chaves de fenda, alicates, enfim o que julgo ser necessário ter a mão. O meu pai, como arrimo de família, começou a trabalhar cedo, essa era a situação de quem vinha para o Brasil, ele nasceu em Minas Gerais, mas foi criado em São Paulo. Com um ano e meio ele já estava em São Paulo.

Quais eram os nomes dos seus pais?

Meu pai era Eusébio Cozatti e a minha mãe Anita Rosso Cozatti.

Meu pai foi cantor lírico do Teatro Municipal de São Paulo. Ele aposentou-se em 1968 e por mais três ou quatro anos ainda cantou nas óperas. Ele era Tenor Primeiro, voz aguda. As classificações vocais masculinas: Tenor (voz mais aguda); Barítono (voz entre Tenor e Baixo); e Baixo: (voz mais grave). O interessante é que ele trabalhou na construção civil a vida toda. Ainda muito jovem ele trabalhou com Ramos de Azevedo. Meu pai tinha um paquímetro (instrumento utilizado para medir com precisão pequenas distancias), isso porque ele se especializou nas molduras precisas e bonitas. Quem fazia esse trabalho, na época era chamado de frentista. Hoje frentista é a pessoa que trabalha em posto de combustível e abastece os veículos! Naquela época o frentista era quem fazia a frente dos prédios. Por exemplo, uma coluna jônica, a faixada com aqueles desenhos era feito já no tijolo, na massa, no reboque, e depois alisado com a colherinha pequena. Era a obra de um escultor.

 

 

 

Colunas Jônicas:  são as colunas que possuem capitéis ornamentados com duas volutas, altura nove vezes maior que seu diâmetro, arquitrave ornamentada com frisos e base simples. Possui vinte e quatro linhas verticais.

O Ramos de Azevedo gostava muito dele. Meu pai sempre foi muito inteligente. Ele iniciou provavelmente como servente e chegou a mestre de obras na década de 50,60.

Isso foi sempre trabalhando com Ramos de Azevedo?

Com Ramos de Azevedo foi o começo. Naquele tempo nem se cogitava em fazer um garoto do povo estudar! Quando muito fazia o curso primário! Meu pai tinha uma cultura enorme por causa da ópera. O fato de os pais serem italianos, trouxeram uma visão de cultura diferenciada. Meu pai falava bonito, discursava! Ele trabalhou a vida toda em dois períodos, para criar 5 filhos em São Paulo.

Vocês moravam em que rua da Lapa?

Morávamos na Rua Coriolano. A frente do terreno tinha 18 metros, ficaram 6 metros para a minha mãe, 6 metros para a minha tia. Para começar a vida, casar-se e ficarem todos juntos. O meu pai tinha um terreno na Freguesia, meu avô precisava asfaltar a Coriolano, era o último quarteirão da Coriolano que não era asfaltado. O custo do asfalto, era bem elevado. Meu pai sem falar nada, vendeu o terreno com a esperança de comprar algo, logo. A inflação foi comendo o dinheiro, e ele não achou nada em curto espaço de tempo. Entrou em desespero, com 73 anos, acelerou, teve um câncer, foi em um hospital na Avenida Paulista, nessa época ainda existia bonde na Avenida Paulista. Tinha até pé de café nas chácaras da Avenida Paulista! Onde é o Viaduto do Chá, havia Chácaras com plantações de chá! O Vale do Anhangabaú era plantação de chá!  Ainda existem colégios que tinham como limite o riacho lá embaixo, onde é a Avenida Ruben Berta e a Rua Treze de Maio atualmente. São Paulo modificou muito e muito rápido. Meu pai vivenciou parte dessas mudanças. Em época de chuva eles não tinham como trabalhar, meu pai fez um curso na Santa Marina, com o meu avô, que até então não se conheciam. Meu avô falava francês e falava italiano.

A Vidraria Santa Marina é uma empresa brasileira com sede em São Paulo . Foi fundada em 1896 por Elias Fausto Pacheco Jordão e Antônio da Silva Prado, incorporada pelo grupo Saint-Gobain em 1960. Meu pai foi fazer um curso, para conhecer mais a língua, o meu avô já era professor lá. Meu avô veio para o Brasil para fazer enxerto de uvas. Só a viticultura foi desenvolvida agora aqui no Brasil. Imagine o que em 1900 um especialista em enxertos de uvas podia fazer aqui?

Ele passou a trabalhar com o que?

Ele começou a trabalhar como marceneiro na Companhia Inglesa, a The São Paulo Railway Company, Limited .

 

Forma

Descrição gerada automaticamente com confiança baixaLogotipo da The São Paulo Railway Company, Limited

 

 

 

 

 

que fazia o percurso Santos-Jundiaí, A sede era na Estação da Luz. Meu avô trabalhava reformando os vagões, era tudo de madeira por dentro. No final, a aposentadoria no Brasil dá para morrer de fome. Meu avô ficou desesperado e o meu pai construiu a casa. Eu tinha 10 anos, já estava no Liceu Coração de Jesus, na 5ª Série. Na quinta-feira nós não tínhamos aula, era o dia em o pessoal do internato ia para a fazenda, os Beneditinos iam para o Jardim São Bento, atrás do Campo de Marte, ali era a Chácara dos Beneditinos, o Liceu tinha em Santa Terezinha, que hoje é o colégio, o carro-chefe das escolas, fica junto ao Horto Florestal de São Paulo. A casa que o meu pai nos deixou fica no Alto do Mandaqui. Meu pai foi frentista da Igreja Santa Terezinha. Na Revolução de 1924, caiu uma bomba no Liceu. Ela não deu a explosão prevista. Foi uma bomba que trincou, mas não explodiu. O Padre Zae que tinha o apelido de “Cebolão”, pelo fato de ser careca era muito enérgico, tinha pedido a graça, pediu a  Santa Therezinha que não acontecesse nada com os alunos. Parte dos alunos ficou em Santa Therezinha. Tinha uma piscina de 50 X50 metros. Plantava-se arroz. Era um brejão! Hoje é um colégio enorme, tem até teatro com três andares, palco giratório. O programa Ra´-Tim-Bum fazia as gravações lá, era apresentado pela TV Cultura com muito sucesso. O teatro faz parte da educação salesiana, a banda, a orquestra sinfônica.

O senhor tocou na orquestra?   

Eu toquei na banda! Comecei como mascote, me deram um flautim e eu dava uns trinadinhos! Tocava de ouvido, eu era pequeno, tinha 7 anos, já estava solfejando, mas não sabia nem ler, nem escrever. Eu ia com o flautim na frente, o público ficava dizendo” -Ai! Que bonitinho!”. Eu pensei que fosse um grande músico! Quando chegou a hora de pegar a partitura, voltei para o sax gênesis, passei para a trompa, depois para o trompete e depois para o trombone. Isso me deu margem para formar bandas, fanfarras. Até aqui em Piracicaba, no Oratório São Mário, fiz uma fanfarra com os meninos de rua.

O senhor foi ordenado padre quando?

Eu fiz 15 anos de seminário. Entrei na 7ª série por causa do grego e do latim. Fora do seminário, em outras escolas, havia duas aulas de latim por semana, tinha duas de francês e duas aulas de inglês. Com isso você acaba não aprendendo nenhuma das línguas. No seminário tinha cinco aulas de latim por semana! No sábado e no domingo se estudava a Sagrada Escritura em latim. No período de um ano era em francês e no último ano em grego. Você tem as matérias religiosas nas línguas porque é necessário. Você pega qualquer volume de teologia, você tem que saber! É como o médico, para decorar o nome dos remédios deve estudar latim. O grego também ajuda muito. Culturalmente são línguas muito ricas, além da história dos romanos as catilinárias. Na 7ª série o pessoal já estava estudando Cícero, as Catilinárias.

Em que ano o senhor ingressou no Seminário?

Eu cheguei no dia 12 de fevereiro de 1957, entrei fui para a banda, fazia parte do coral do seminário. No dia 24 eu era o artista principal da comédia “O mar é o meu sonho”. Essa dinâmica de atividades dura até hoje.

Quantas horas o senhor dorme por noite?

Durmo de quatro e meia a cinco horas no máximo.

Isso não prejudica a saúde?

Não, pelo contrário! Vários médicos, psiquiatras, afirmam que o idoso precisa dormir quatro horas e meia para ele estar bem. Durmo da meia noite, pouco mais tarde, até as quatro e meia da manhã.

Ao que consta em sua biografia, na idade madura Rui Barbosa dormia de quatro a cinco horas por noite.

O meu pai a vida toda trabalhou em dois lugares. Só depois de idoso, quando ele partiu aos 92 anos, ele ficava na cama um pouco pela manhã. Levantava-se, tomava o café dele, solene, com toda pompa. Antes não, a gente tinha que correr atrás.

Esses hábitos o senhor adquiriu no seminário?

Eu ampliei no seminário! Os padres levantavam às 5 horas da manhã para às 5:30 estarem trabalhando com os alunos.

O senhor ordenou-se em qual igreja?

Fui batizado, fiz a primeira comunhão e fui ordenado padre no Liceu Coração de Jesus. O Bispo Ordenante tinha sido provincial nosso Dom Antônio Barbosa, que foi Bispo de Campo Grande. Hoje estou com 52 anos de padre, 62 anos de salesiano. Participei de um Congresso Internacional por meio ano, em Roma. Isso foi antes de ser padre, fui eleito pelos seminaristas, eu representava a Juventude Salesiana. Na época o Papa era Paulo VI. Até teve um episódio na ocasião. No Brasil não se usava mais batina e nem hábito. E para lá, todos foram de terno cinza, colarinho cinza, ou de terno preto, ou azul marinho escuro. (O colarinho clerical é conhecido como clergyman, ou roupa dos clérigos). Os americanos nesse ponto são modelo. Quando eles estão no ofício, você os chama no escritório para atender o pessoal, eles estão com o clergyman, como o juiz de toga. Quando a passeio, saem à paisana. Quando estão em casa, no inverno, usam batina. Nós usávamos batina, de manhã, tarde e à noite. \jogávamos bola de batina. Imagine no verão em Piracicaba! Daí veio a batina branca. Era quase impossível mantê-la totalmente branca!

Em que ano o senhor veio para Piracicaba?

Vim em 1982. Eu estava com 40 anos de idade. Eu me formei padre com 28 anos, portanto estava com 12 anos de sacerdócio. Eu era diretor do Liceu de Campinas. Eu renunciei. O Superior disse-me: “É um absurdo, você está indo bem!  Você administrou bem”. Concordei com tudo que ele falou, só que disse: “Nós fomos feitos para educar a juventude pobre e abandonada! Estou cansado de trabalhar só sábado e domingo com criança pobre, que é o Oratório Festivo! Que formou muita gente!  Em 1961 o Mário Dedini pediu para os salesianos virem para a Vila Rezende, Ele disse: “Eu quero tudo que vocês fazem no Dom Bosco. Futebol, Teatro, não precisa ter escola! Mas que a molecada possa ter um ambiente bom”. Ele fazia as festas dele lá no oratório. Nessa época eu era noviço, O diretor do Oratório chamava-se Mário. Mario Dedini disse-lhe: “Eu sou Mário, o senhor é Mário, vamos colocar o nome de Oratório São Mário, que foi um Santo Romano, ele mandou buscar uma estátua, só que acho que na Itália venderam por peso a estátua, acho que ela é de cimento! Eu carreguei para reformar, disse para o restaurador, um português, incrementar algumas pequenas alterações de pequena monta. A imagem veio de Roma e essa restauração foi feita em São Paulo. Dois homens suavam para carregar.

Havia muita frequência de jovens no Oratório São Mário?

Chegamos a montar oito times de futebol. O futebol, era para atrair os meninos. Dom Bosco tinha um princípio interessantíssimo; “Vamos gostar do que os meninos e os jovens gostam para que eles gostem do que nós gostamos. Vamos apresentá-los a Jesus Cristo, à fé, à Maria”. Alguns podem dizer: “- Eu não tenho mãe, eu não tenho pai!”. Deus é pai!

Então ele apresentava o Santo como uma resposta para a angústia! A vida na alegria! O Reino de Deus! O Reino da garotada. Os oratórios mudaram muito de nomes, mas a finalidade é sempre atrair. Então nós somos um grupo jovem que não deveria ser chamado de momento musical, mas sim monumento musical. Hoje tem escola de música com 600 alunos!

O Oratório formou gente em todos os campos. Essa escola é uma iniciativa de um casal que se conheceram no Oratório São Mario.

O Oratório pode ser mais conhecido pela cidade?

Na minha época ele ficou muito conhecido porque eu fui para o extremo! Ninguém cuidava dos meninos de rua.  Eu fui a reuniões em dois Rotary Club, encontrei o Domingos que fez encontro comigo em Campos do Jordão como universitário na Pastoral da Juventude, ele era genro do Elmor Zambello. Quando vim para Piracicaba já tinha algumas gavetas abertas. O Enedi Boaretto, tinha a Caninha Boaretto antigamente, foi seminarista comigo e era aqui da ESALQ.

A juventude antigamente tinha uma participação maior junto a igreja, particularmente junto a Igreja Católica, o que nós sentimos hoje é que ouve um distanciamento do jovem, isso parece até mesmo que foi motivado por outros interesses.

Os analistas científicos, sociólogos que tem amor de verdade em buscas em suas análises eles não têm examinado mais “a juventude” mas sim “as juventudes”!  Criaram-se juventudes como forma de ser jovem. Quanto mais louco for, melhor! Quanto mais sem princípio for, melhor!  São desvalores que se tornaram grandes valores!

Mas isso tem um fim?

Ah! Sim! Chega a um ponto que satura!

Eu estava em Campinas quando celebrei uma das primeiras missas da Rede Globo. A gravação durou quase 13 horas. Foi a Missa de Natal de 82, ou 83. A missa foi filmada inteirinha, só que depois foi editada, o Bispo recomendou que eu fizesse do sermão um ato contínuo do começo até o fim. Celebrei a missa toda, o resto do tempo foram tomadas de cena. Quando pronuncio: “Glória a Deus nas alturas!” segue uma revoada de pombas! Só eu que não vi! Eu estava de costas, era no Largo!

O senhor fez um rodízio de cidades?

O meu histórico é fácil! Sempre onde precisou de alguém para “quebra-galho” eu aceitava. Por três anos fui para Sorocaba. Eu já tinha trabalhado lá antes, no Colégio Salesiano São José em Sorocaba. Era a Igreja Nossa Senhora Auxiliadora. Eu fiz o 13º ano do Colégio, depois fui diretor no  40º ano do Colégio, eu estava com 25 anos de padre, eu tinha trabalhado como seminarista, 72,73 e 74 trabalhei em Sorocaba. Sendo que nas férias eu ia para os encontros de adolescentes, férias e colônia de férias com os alunos. Em julho em Campos do Jordão, e em janeiro ao seminário de Lavrinhas, onde está a Canção Nova hoje.

O senhor foi radialista também?

Todo e sempre! Em Campos do Jordão fazia programa na rádio, a Rádio Mais Alta do Brasil! Fizemos novelas em todos os sanatórios. Conheci o Padre Vita, conheci vários fundadores. O padre Vita foi tuberculoso e fez uma congregação para cuidar dos tuberculosos. Hoje está minguando porque tuberculose se trata em casa atualmente. Ou seja, morre em casa, dá o tratamento e o paciente não tem dinheiro para comer o que precisa comer. Tuberculose tem que ficar parado, você é doente, mas não sente. Quanta gente morreu na minha mão, chegava no hospital, comia, dali a pouco estava vomitando sangue, dava tempo de rezar e encomendar a Deus. Para a criançada íamos animar, as Irmãs perguntavam: “Porque tanto grito Padre Dilermando?” A resposta era: “É gritoterapia!”. Alegres eles não pensam em doença. Senão ficam pensando ou dizendo: “Estou com frio!”, “Não posso tomar sol”, “Estou doente” ... Tem que extravasar!  

O senhor sempre foi muito animado!

A minha vida era em São Paulo, daí arrumei sarna para me coçar, foi uma experiência muito boa, por três anos participei como voluntário, com os jovens que faziam encontro em Campos do Jordão, eu ocupava o domingo deles na FEBEM, na Unidade de Triagem n°2. Nós tínhamos lançado um livro chamado: “O Evangelho Segundo o Trombadinha”. O pessoal de lá achou que essa palavra era ofensiva. Não é trombadinha vai ser ladrão, vai ser bandido e vai morrer! Sem julgamento nenhum. Eu prefiro dizer que era trombadinha e hoje ele é gente. No fim, o título do livro ficou sendo “O Evangelho Segundo Barrabás”. Barrabás foi escolhido para ficar no lugar de Jesus. Ou seja, ou você faz dele um cristão ou deixa morrer como um bandido. Era a interpretação dos meninos do texto do Evangelho. Na capa, o garoto que fez, é meu ex-aluno. Ele colocou a frase: “Jesus foi mais feliz do que eu”. Ele prossegue no texto escrevendo: “Quando o puto do meu pai soube que eu estava em jogo, ele sumiu. E minha mãe me criou na rua, para poder pedir esmola e sobreviver. São textos assim, que tiversm origem quando Paulo VI, na época Arcebispo de Milão, pediu para os salesianos cuidarem no pós-guerra dos órfãos. Eles formavam um grupo que pode ser comparado ao Hamas atualmente. Eram milhares de jovens órfãos que buscavam a sobrevivência dentro do caos. Formaram um grupo fechado, que saía matando, roubando, extremamente revoltados.

O senhor tem algum projeto a ser realizado em Piracicaba?

Eu fiz um projeto, realizei, tivemos até fábrica de sorvete, em Manaus trabalhamos com sucata, por isso sou Cidadão Piracicabano! Foi dado pela vereadora Márcia Pacheco. Quando eu saí infelizmente perceberam a minha falta. Eu gostaria que ninguém percebesse, mas que o projeto tivesse continuado.

O senhor está escrevendo um livro?

Estou! Chama-se “Memórias do Oratório”! Está quase pronto. Quero incluir mais participações após 40 anos. O que foi virou uma tese e defendi na faculdade. Apresentei até em Israel! Como recuperar drogados. Ontem mesmo, fui visitar um que é pai de família, no dia em que inauguramos o “Recanto da Amizade” na Rua Prudente de Moraes, ele choramingando falava: “Eu quero a minha cola!”. E assim ele ia se lamentando. Isso com a presença do Bispo, da Imprensa. Nós tínhamos feito um trato: se entrasse naquele ambiente não poderia ter cola. Se quisesse ir embora, pegava a cola que tinha levado e ia embora. Lá eles tomavam banho, comiam, tinham lazer, aprendiam ler e escrever, tinham quatro horas de trabalho, com isso esqueciam da cola. Nos fins de semana fazíamos a queima da cola, que por sinal tem uma fumaça bonita! Colorida! Era a droga mais utilizada pelos garotos na época. Eles colocavam a cola de sapateiro em um saquinho e inalavam. Com isso eles criavam coragem para praticar pequenos furtos, roubavam as bancas, o que estivesse ao alcance. Os comerciantes da Rua Governador Pedro de Toledo deram graças a Deus quando eu cheguei.

Fiz um desfile com o dono da Sorveteria Paris e com o dono da Cacau. Eles saíram a frente. Quem fazia os sorvetes eram os jovens do grupo da Ivete, iam todas as noites lá, ficavam com os jovens, conviviam com eles, houve um casamento entre eles, fazia bailinhos. Nesse desfile em que os dois empresários foram na frente, os meninos foram com 12 carrinhos de sorvete, com a ajuda do Cristofoletti, o prefeito Adilson Benedito Maluf, ex-aluno do Colégio Dom Bosco, conseguiu os carrinhos de sorvete e a máquina para fabricar o sorvete. Os meninos saíram uniformizados e vendendo sorvete! Ganhavam 40% registrado em carteira de trabalho!

Trinta e três deles trabalhavam na Loja Americana, no Shopping Piracicaba, que era pequenininho na época. Eram empacotadores. Outros trabalhavam na sucata porque não queriam andar limpos!

Para os garotos bem pequenos, eu ganhava uma tonelada de balas de uma empresa de São Paulo, colocava em saquinhos essas balas, elas eram vendidas e o dinheiro ficava para eles, eles tinham que levar dinheiro para casa a noite! Os grandes já não voltavam para casa porque sabiam que poderiam fazer outras coisas por aí.

Quem era grandinho, era fumante, a regra era “Aqui não se fuma”. Então ele ia fumar dando uma volta no quarteirão. De dar tantas voltas no quarteirão perdia o vício!

Uma bela psicologia!

Na porta tinha um aviso: AQUI NÃO SE FUMA. Recebíamos mães, pessoas desesperadas que vinham ajudar na cozinha, gente problemática mesmo. Tinha as ótimas mães de família. E tinha aquelas que vinham para se encontrar na vida. Logo viam os dizeres: Respeitamos a natureza. No Oratório tínhamos 1.500 pintinhos sendo criados. A área física do Oratório são 13.000 metros quadrados. Fiz o campo de futebol, piscina, campo de futebol Society e fiz a sucata, que íamos buscar em Manaus, aproveitando o retorno de caminhões vazios. Lá nós comprávamos diversos itens a preços locais, ajudando dessa maneira os meninos da região.   Por exemplo, lá uma garrafa custava 20 centavos na época, aqui eram 3 ou 4 reais. Trouxemos uma vez, milhares de garrafas, quebraram só umas 150. A viagem levava de 15 a 19 dias. Nessa época, ganhamos uma concorrência de compra de sucatas metálicas da moto Honda, onde tinha um caminhão que prensava tudo que sobrava e vinha para o Dedini e outras empresas que compravam da gente. Você começa a fazer, quem tem boa vontade aparece, A Santa Marina, mandou uma pessoa, ele me deu uma perua Kombi e 70 containers próprios para levar vidro. Nós chegamos a levar toneladas de vidro para a Santa Marina, o pessoal doava vidros nesses containers. Para esse trabalho colocamos funcionários habilitados por ser um serviço mais específico que oferecia risco ao leigo.

O senhor foi um empreendedor!

Fui! Tenho até uma tese que uma judia escreveu, ela fez uma análise do meu empreendedorismo.

Quando sai o seu livro?  

Era para ter saído, nos 50 anos, há 2 anos atrás.

O que falta para sair?

Está faltando a parte de mais testemunhos. Para mim o mais importante são os últimos 40 anos. O pessoal tem me mandado mensagens, tenho recebido um bom material.

Sou uma pessoa conhecida, já fui até no Programa do Jô Soares, eu toco pandeiro nas horas vagas!

Nesse momento, Dilermando levanta-se, dirige-se a um quarto ao lado, e volta com um pandeiro profissional. Boquiaberto vejo aquele padre com uma habilidade e destreza, rodopiar rivalizando seus movimentos com os do grande Jackson do Pandeiro, Dilermando, a meu pedido, dá uma demonstração de como desliza o dedo na borda do pandeiro, isso só os craques fazem com perfeição. E de improviso ele fez! Com um sorriso de um menino, ele parece se divertir muito.

Como você aprendeu a tocar pandeiro?

Com dez anos de idade, meu irmão Darcio, tinha conjunto de música moderna , como se chamava na época, meu irmão tocou no Sílvio Santos por muitos anos, é perito contador de contabilidade pública e privada, advogado, professor, trabalhou nas finanças das ETECs.

Você é uma pessoa especial, traz uma alegria pura, tem um olhar para o próximo como um irmão, talvez seja isso que a humanidade esteja procurando com tanta aflição.   

Devo isso ao meu pai, a minha mãe, aos meus irmãos, fui iniciado no mundo em um ninho bem-feito. Uma família bem constituída, sempre lutei pela família, o carisma de Dom Bosco é família. Na época, no Oratório, dávamos refeição para 150 pessoas, juntos, eu ficava na ponta, os dirigentes todos misturados, Ali íamos corrigindo os defeitos sem chamar a atenção. A pessoa comeu a galinha, jogou o ossinho, devagarinho , quem viu, vai lá e diz: “Ô meu, pega o ossinho lá que vai ficar criando problema!”.

Quantas faculdades você já fez?

Fiz Filosofia Pura, Pedagogia, Teologia, Educação Física. E daí cursos complementares para ir me especializando cada vez mais nessas áreas todas. Dei aula de Psicologia por 59 anos.